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    Operação Alcatraz

    Prisões, busca e denúncias de sonegação agitam cenário político catarinense

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    Por Moacir Pereira
    30/05/2019 - 11h48 - Atualizada em: 30/05/2019 - 16h46
    Foto: Tiago Ghizoni/NSC Total
    Foto: Tiago Ghizoni/NSC Total

    A deflagração da Operação Alcatraz pela Polícia Federal de Santa Catarina movimenta cena política catarinense nesta quinta-feira (30). De acordo com as informações oficiais, foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo 7 preventivas e 4 temporárias, contra agentes públicos, empresários e advogados.

    Os nomes não foram revelados na coletiva concedida nesta quinta-feira na sede da Polícia Federal em Florianópolis. Houve apenas a confirmação da operação de busca e apreensão no apartamento e no sítio do deputado Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa.

    A operação foi o assunto mais comentado nos bastidores da Assembleia Legislativa esta manhã, quando o presidente da Acaert, Marcelo Petrelli, fez a leitura da Mensagem da Comunicação Catarinense. A sessão seria presidida pelo presidente  Júlio Garcia, que não esteve hoje no Parlamento. De acordo com a assessoria  o parlamentar estava se inteirando de detalhes da operação de busca para se posicionar.

    Na Assembleia Legislativa informou-se que o ex-secretário adjunto da Secretaria da Administração, Nelson Nappi, teria sido um dos alvos das prisões. Também o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Hessmann, ex-presidente da Epagri, foi  preso pela Policia Federal.

    Segundo os delegados e auditores da Receita Federal, as investigações apuraram volume total de sonegação de 100 milhões de reais de contratos da Secretaria da Administração com uma empresa prestadora de serviços.   

    Como o nome da operação  foi dado porque esta empresa presta serviços no sistema prisional do Estado,  tudo indica que trata-se da Ondepresb. Seus diretores também foram alcançados pela operação federal. No fim da tarde desta quinta-feira (30) a empresa se manifestou dizendo que vai se pronunciar somente depois de se inteirar das investigações.

    A denúncia contra a Epagri refere-se a compra de equipamentos de tecnologia e contratos de extensão de garantia, ainda segundo a Policia Federal. O valor apurado ali seria de R$ 25 milhões de reais.

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