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    ALIMENTAÇÃO

    Blumenau estabelece regras sanitárias para o comércio de alimentos

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    Por Pedro Machado
    21/05/2020 - 22h53 - Atualizada em: 21/05/2020 - 22h54
    Feira
    Foto: Rafaela Martins, BD

    A Secretaria de Promoção da Saúde de Blumenau emitiu uma nota técnica com regras sanitárias a serem seguidas por supermercados, mercearias, açougues, feiras, verdureiras, peixarias, bares, restaurantes, pizzarias e cafeterias, entre outros estabelecimentos do gênero. É uma tentativa de resposta às denúncias de descumprimento de normas de segurança e também ao afrouxamento às medidas de prevenção ao novo coronavírus que o secretário Winnetou Krambeck tem reiterado dia sim, dia sim nas coletivas de imprensa da prefeitura.

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    Algumas das diretrizes já estão previstas em normas estaduais e federais, como disponibilização de álcool gel, o uso de máscaras, limitação de 50% da capacidade de público, distância mínima de um metro e meio entre os clientes e desinfecção frequente de áreas e superfícies de uso comum. Mas há novidades, como proibição de autoatendimento de produtos não embalados como pães e farinhas e castanhas a granel, veto a degustações dentro do local, fornecimento de luvas para manuseio de hortifrutigranjeiros e fechamento de áreas específicas para crianças, os chamados "espaços kids".

    Também há recomendação para que hipertensos, diabéticos, gestantes e pessoas acompanhadas de crianças tenham prioridade no atendimento. E orientação para que os estabelecimentos deem preferência para pagamento com cartão ao invés de dinheiro. Funcionários que apresentarem febre e sintomas respiratórios devem ser afastados do trabalho e procurar uma unidade de saúde.

    No caso de restaurantes e afins, os estabelecimentos não devem expor nas mesas e balcões itens de uso coletivo, a exemplo de dispensers de guardanapo, bisnagas de molhos como maionese, mostarda e catchup e embalagens de temperos e condimentos. Esses itens, segundo a nota técnica, devem ser entregues individualmente e quando solicitados. O acesso de pessoas externas em locais de manipulação de alimentos, como entregadores, também está impedido. Nas filas de bufê, um funcionário deve reforçar as orientações de higiene aos clientes.

    É um calhamaço de regras, principalmente às relacionadas aos clientes, que dificilmente serão seguidas 100% à risca por todos os estabelecimentos, nem o poder público terá braço suficiente para fiscalizar tudo — e aí vai do consumidor cobrar pela segurança. Mas ao menos dá alguma segurança jurídica aos empresários do ramo, que já costumam adotar normas rígidas de higiene.

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    Normas técnicas
    Nota técnica foi elaborada pela Secretaria de Promoção da Saúde de Blumenau
    (Foto: )

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