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Estudo indica amadurecimento das startups do Vale

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Por Pedro Machado
20/07/2018 - 10h53 - Atualizada em: 20/07/2018 - 10h53

Entre 2016 e 2018, startups do Vale tiveram um importante salto de desenvolvimento, com números que comprovam maior amadurecimento comercial e de gestão desse tipo de negócio. Essa é a principal leitura de um estudo conduzido pelo núcleo de inovação da Acib e pelo Instituto Gene. Os resultados (veja um resumo abaixo) foram apresentados nesta semana.

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Os dados mostram um perfil mais robusto das startups locais. Em 2016, por exemplo, 61% das empresas pesquisadas tinham até três funcionários e apenas 4% mais de 15. Dois anos depois, baixou para 44% o volume de negócios com até três colaboradores e subiu para 10% aqueles com mais de 15 pessoas. Em termos de receita, passou de 7% para 19% o número de companhias que faturam mais de R$ 1 milhão.

Responsável pela apresentação do estudo, o professor da Furb Mohamed Amel avalia que muitas empresas superaram, nesse intervalo de dois anos, a fase mais crítica do negócio, do nascimento à estabilização no mercado, e hoje já têm soluções prontas para serem comercializadas. Isso explicaria o perfil mais maduro das startups.

— Os resultados mostram que elas estão mais orientadas para o mercado do que na pesquisa anterior — conclui Amel.

Outro sinal de amadurecimento: aumentou de 33% para 54% o volume de startups que já estão efetivamente atuando no mercado. O grau de formalização desses negócios também subiu e mais empreendedores estão se dedicando exclusivamente a eles.

Foco maior no mercado local

Uma das principais características das startups é a concepção de uma visão global de negócio, desde o seu nascimento. Mas o estudo da Acib e do Gene mostra que as empresas locais diminuíram sua participação no mercado internacional e se concentraram mais na economia nacional e regional.

Para Amel, o cenário externo esteve pouco atrativo para as empresas em geral nos últimos anos, o que explicaria parte da mudança de foco. Outra hipótese do professor surge a partir das transações B2B (de empresas para outras empresas), que cresceram de 46% para 53% no intervalo pesquisado. A leitura: as soluções e o atendimento das startups evoluíram ao ponto de atender exigências de segmentos da indústria, por exemplo, que também tem buscado investir em tecnologia para aprimorar processos em tempos de recessão.

Obstáculos

As principais barreiras apontadas pelo estudo para um crescimento maior das startups já são bem conhecidas. Incluem dificuldade para conseguir financiamento, baixa rentabilidade, ausência de mão de obra especializada e a famigerada burocracia ligada ao empreendedorismo no Brasil.

Startups
Principais dados da pesquisa
(Foto: )

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