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Lucas Esmeraldino: “A gente vai pedir ajuda para todo mundo que tiver competência”

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Por Pedro Machado
29/12/2018 - 09h44
Futuro secretário ganhou projeção estadual nas eleições ao ser o candidato de Jair Bolsonaro ao Senado (Foto: Tiago Ghizoni)

Anunciado no dia 7 de dezembro como futuro secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, pasta que será turbinada na gestão de Carlos Moisés da Silva com a incorporação do Turismo – a reforma administrativa proposta pelo futuro chefe do Executivo catarinense, que prevê a fusão, ainda precisa da bênção da Assembleia Legislativa –, Lucas Esmeraldino passou as duas últimas semanas focado na transição. Ele classificou o processo, finalizado na sexta-feira, como “harmonioso”. Disse ter encontrado uma secretaria bem administrada e disposição dos atuais gestores em colaborar.

Jovem liderança projetada estadualmente graças à onda bolsonarista que varreu Santa Catarina nas eleições de outubro, Esmeraldino, 35 anos, é dentista por formação e iniciou a carreira política na cidade natal, Tubarão, onde foi vereador por dois mandatos. Sua indicação à superpasta provocou algum receio no meio produtivo catarinense.

Para combater a desconfiança, ele demonstra disposição ao trabalho e ao diálogo, admite que pedirá ajuda a “todo mundo que tiver competência” e se cerca de aliados com bom trânsito no setor empresarial. Seu braço direito (e adjunto) na secretaria será Amândio João da Silva Júnior, atual presidente da Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), que já comandou o Movimento Catarinense para a Excelência e integrou entidades como a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje).

Em bate-papo com o blog por telefone no início da tarde de quinta-feira, Esmeraldino disse que ainda está se inteirando sobre a estrutura da secretaria e que apenas depois que toda a nova equipe estiver formada e no comando dos trabalhos as metas para o desenvolvimento econômico e para a qualificação do turismo catarinenses serão detalhadas. Confira os principais trechos da conversa.

A transição

– O pessoal (da atual gestão) foi muito solícito com a entrega dos materiais. Quando a gente tem uma postura diferente, é recebido de uma forma diferente também. Ali (na pasta) é uma mistura de comissionados com efetivos. Tem pessoas que não vão sair porque são concursadas, mas que já estão notando uma maneira diferente de se portar. É uma secretaria, pelo que a gente está notando nessas duas primeiras semanas (do processo de transição), que estava sendo gerida de uma maneira eficiente. É a secretaria que vai trazer o recurso para o Estado. Vamos olhar com muito carinho e fazer uma gestão, como eu falo com o meu (secretário) adjunto (Amândio João da Silva Júnior), a quatro mãos.

Turismo

– Eu sonho em colocar Santa Catarina no mapa do mundo como um lugar seguro, que pode atrair investimentos e investidores. Queremos mostrar que o Brasil não é só o Rio de Janeiro. Vamos colocar todas as potencialidades do nosso Estado.

Planos de ação para os setores econômicos

– Estamos começando a mapear. Se eu falar com propriedade agora de cada um, vou estar me equivocando. Como a gente vai estruturar isso é uma próxima etapa. Quando tivermos a equipe inteira formada e começar as reuniões, vamos traçar metas. É um pessoal jovem, com muito gás, isso eu já posso adiantar, ligado ao associativismo, às associações de jovens empreendedores do Estado todo. Isso a gente falou durante a campanha e está botando em prática. Não é somente porque é do PSL. Tem que ter competência e vontade de mudar realmente a situação do nosso Estado e do nosso Brasil, porque foi isso que trouxe a gente até aqui.

Relacionamento com entidades

– Claro que eu tomo a decisão final, mas eu vou escutar todas as associações, a Facisc, a Fiesc. Essas entidades já têm pedidos e estudos levantados. Uma das coisas que vamos fazer é chamar todas elas e pegar esses projetos, que elas já gastaram dinheiro fazendo, e identificar onde estão os gargalos. Não é porque assumimos que tomaremos uma decisão monocrática. A gente vai fazer isso de uma maneira onde cada órgão e entidade possa contribuir para o crescimento do nosso Estado. A gente vai pedir ajuda para todo mundo que tiver competência e estiver pronto. Essas entidades estão prontas para nos ajudar. Por que não utilizá-las?

Gargalos da infraestrutura

– O secretário de Infraestrutura (Carlos Hassler) foi indicado na semana passada. Eu ainda não conversei com ele. Vamos ter que fazer uma “ponte da amizade” entre a gente porque isso (problemas de infraestrutura) está diretamente ligado (ao desenvolvimento econômico), principalmente o turismo. Se você não tem uma estrada boa e uma infraestrutura adequada, o turismo não chega.

Proximidade com o governo federal

– A gente está com um acesso muito interessante ao governo federal. Quem me conhece e me acompanha sabe que eu sou incansável. Eu vou estar realmente indo muito a Brasília atrás dos recursos para Santa Catarina. A gente já está separando algumas etapas para ir atrás do Marcos Pontes, que é o nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Estamos fazendo uma ligação muito interessante com os ministérios. Eu acho que Santa Catarina vai ganhar muito nesse próximo governo do Jair Bolsonaro e do Moisés.

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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