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Economia

Pesquisa traça raio-X do setor cervejeiro catarinense

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Por Pedro Machado
23/09/2018 - 21h55 - Atualizada em: 23/09/2018 - 21h55
Foto: Luís C. Kriewall Filho, Especial

Um amplo mapeamento do mercado cervejeiro de Santa Catarina, divulgado quinta-feira pela Fampesc, revela que o boom de novos fabricantes catarinenses da bebida teve início em 2013. Entre 1999 e aquele ano, o Estado somava apenas 19 empresas do ramo. Desde então, o segmento foi ganhando corpo. Hoje já são 78 produtores cadastrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que devem proporcionar crescimento de 20% ao segmento em 2018, de acordo com especialistas.

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Como esse avanço ocorreu justamente num período de instabilidade da economia, o estudo sugere que uma combinação entre tendência de crescimento da atividade e empreendedorismo de necessidade possa ter acelerado esse fenômeno.

A partir de respostas de 67 das 78 cervejarias formais do Estado, o levantamento, que teve apoio da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e do Sebrae, mapeou peculiaridades do setor. Os empreendedores em geral são bem maduros – apenas 2,99% têm entre 18 e 25 anos – e apresentam alto índice de escolaridade – 58,21% acumulam pós-graduação ou mestrado.

Por outro lado, mesmo com experiência de vida e um bom diploma na parede eles enfrentam obstáculos, como todos aqueles que se aventuram no mundo dos negócios no Brasil. Entre os dificuldades, citam principalmente a gestão da comercialização (41,79%). No campo formal, 38,81% acreditam que a legislação do mercado cervejeiro torna esse ramo mais difícil que qualquer outro. Essas barreiras podem ser explicadas pelo tamanho do negócio. Mais da metade das empresas pesquisadas (55,22%) têm no máximo quatro funcionários.

Apesar da sensibilidade frente à tributação e ao cenário econômico, há diversos pontos positivos que referendam o potencial das artesanais, cuja participação no mercado nacional de cervejas ainda nem passa de 2%. Os empresários se preocupam em buscar qualificação – apenas 9% nunca fizeram cursos na área –, principalmente em aperfeiçoamento relacionado à produção. Mas, indica o estudo, em um cenário complexo como o atual os produtores poderiam se aprofundar mais em questões mercadológicas, tributárias e legais.

Mapa cervejeiro
Principais dados do estudo
(Foto: )

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