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Mestrado e doutorado

Possibilidade de corte em bolsas de pesquisa liga sinal de alerta na Furb

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Por Pedro Machado
10/08/2018 - 13h36 - Atualizada em: 10/08/2018 - 13h36
Foto: Patrick Rodrigues, BD

A exemplo de centenas de outras universidades Brasil afora, a possibilidade de cortes no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi recebida com preocupação dentro da Furb. Confirmada, a medida impactaria 12 dos atuais 14 programas de mestrado e doutorado da universidade, restringindo a atuação de pelo menos 200 bolsistas, estima o reitor João Natel.

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A informação de que a tesourada na Capes poderia chegar a R$ 580 milhões, a partir da proposta orçamentária do governo federal para 2019, gerou uma onda de protestos entre a comunidade acadêmica em todo o país. Diante da repercussão, o ministro da Educação, Rossieli Soares, veio a público para tentar apaziguar a insatisfação. No início desta semana, enfatizou que ninguém deixará de receber bolsa.

A garantia não foi suficiente para eliminar por completo a insegurança que tomou conta de pesquisadores. Se de fato acontecerem, os cortes não afetarão apenas os bolsistas. Na Furb, por exemplo, isso poderia se refletir na saída de professores para pós-doutorados e perda de até R$ 250 mil em verbas para o Programa de Apoio a Pós-Graduação (Proab) e custeio de viagens, intercâmbios e publicações.

Apesar do risco, Natel diz que a universidade está acostumada a lidar “com questões errôneas” de condução de políticas de educação. A universidade já vem sentindo dificuldades nessa área. O reitor exemplifica:

— Tem se tornado comum bancas de qualificação, de defesa de mestrado, dissertação e teses ocorrerem por Skype, por exemplo.

Diante do tamanho do berreiro, o mais provável é que o Palácio do Planalto busque uma maneira de contornar a situação. Por outro lado, a mera possibilidade de corte de bolsas de pesquisa é um retrato do descaso do governo com a comunidade científica e revela que o assunto não é visto como prioritário para o desenvolvimento do país.

Aliás

Um artigo publicado no início deste mês no jornal Valor Econômico faz uma interessante reflexão sobre o teto de gastos, medida implantada por meio de uma PEC que congelou despesas reais do governo por 20 anos e que foi muito comemorada no mercado financeiro por sinalizar compromisso da gestão pública com o ajuste fiscal.

Assinado por João Romero, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, o texto propõe uma revisão da medida, que segundo o autor tem várias características que a tornam sem precedentes em relação a experiências de outros países.

Romero cita um estudo do FMI que ressalta que regras de gastos podem afetar negativamente investimentos e despesas em áreas sensíveis, como saúde, educação, ciência e tecnologia, o que prejudicaria o crescimento.

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