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Estagnação

Prévia do PIB do Banco Central sinaliza trimestre perdido para a economia brasileira

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Por Pedro Machado
15/05/2019 - 18h02 - Atualizada em: 15/05/2019 - 18h05
Produção da indústria recuou nos três primeiros meses do ano (Foto: Diego Vara, Agência RBS)

No mesmo dia em que milhares de pessoas foram às ruas em todo o país contra o contingenciamento de recursos para a educação, movimento que acrescenta mais um ingrediente no caldeirão da tensão política, uma nova ducha de água fria jorrou sobre o mercado.

O Banco Central divulgou nesta quarta-feira que o índice de atividade econômica, o IBC-Br, recuou 0,28% em março ante fevereiro. Com isso, o resultado acumulado nos três primeiros meses do ano ficou negativo em 0,68%.

O IBC-Br é uma espécie de prévia do PIB, calculado pelo BC. Leva em conta estimativas de crescimento dos setores agropecuário, industrial e de serviços, mais os impostos sobre produtos. Se a projeção se confirmar – o resultado oficial vem do IBGE e será divulgado no dia 30 deste mês –, o Brasil terá o primeiro recuo na produção de riquezas, em um período de três meses, desde o final de 2016, ano marcado pelas turbulências de um impeachment.

Antes disso, o IBGE já havia trazido, nos últimos dias, notícias ruins de queda na produção industrial (1,3%) e do volume de serviços (0,7%) em março, bem como aumento do índice de desemprego no primeiro trimestre do ano, que subiu a 12,7%.

Com a economia emperrada e a pauta de reformas andando a passos de tartaruga no Congresso, tudo indica que, ao menos no setor produtivo, o primeiro trimestre foi praticamente perdido.

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