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Turismo de lazer

Receitas com patrocínios da Oktoberfest devem crescer ao menos 25% em 2019

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Por Pedro Machado
04/11/2019 - 10h05 - Atualizada em: 04/11/2019 - 10h10
Oktoberfest
Foto: Patrick Rodrigues, BD

Enquanto as bandas e as músicas alemãs animam a multidão espalhada pelos pavilhões, os camarotes institucionais da Vila Germânica seguem outro ritmo. É nesse tipo de ambiente que fervilha o relacionamento corporativo: empresas recepcionam clientes e parceiros de negócios e a direção do parque recebe cada vez mais gente interessada em associar nome ou marca – ou ambos – à Oktoberfest de Blumenau.

Em 2018, as receitas da festa com patrocínio somaram R$ 2,58 milhões, alta de 60% em relação à edição anterior. Neste ano, o número de parceiros saltou de 14 para 17. São empresas de diferentes segmentos: bancos, varejo, tecnologia, perfumaria, gastronomia, telefonia, entre outros. Em que pese álcool e direção não combinarem, até mesmo uma marca de carros de luxo enxergou valor em uma festa que cultua o chope.

O balanço financeiro final da Oktoberfest ainda está sendo contabilizado, mas só com receitas de patrocínios o secretário de Turismo e Lazer de Blumenau e presidente da Vila Germânica, Marcelo Greuel, projeta um crescimento de pelo menos 25%. A festa, avalia ele, tem espaço para “atender bem e gerar resultados” para até 22 parceiros. Com a régua subindo a cada ano, as cotas também vão engordar daqui para frente.

Ao ser cada vez mais superavitária, a festa gera caixa para ajudar a custear outras iniciativas gratuitas para a população, como o Magia de Natal, o Réveillon e a Osterdorf.

Aliás

As receitas com patrocínio devem subir mesmo com o fato de a festa não ter recebido um centavo sequer do Estado. A decisão do governo Moisés de não aportar dinheiro na Oktoberfest neste ano – interrompendo uma parceria histórica – pegou muita gente de surpresa dentro da Vila Germânica.

A crítica principal é que o governo destinou verbas para outros eventos turísticos, como o Ironman, em Florianópolis, o Festival de Dança, em Joinville, e a The Ocean Race, em Itajaí. É uma bronca mais pelo posicionamento em si, com contornos políticos, do que pelo dinheiro.

A Santur já havia esclarecido que nenhuma das festas de outubro recebeu repasses do Estado, que optou por destinar verbas a outras iniciativas. O fato de a Oktoberfest ser superavitária também teria pesado na decisão.

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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