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Saúde

Na falta de vacina e bom senso, medidas contra o coronavírus são a saída possível para Blumenau

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Por Pedro Machado
13/07/2020 - 07h39 - Atualizada em: 13/07/2020 - 07h55
Transporte coletivo em Blumenau
Medidas anunciadas no domingo incluem nova suspensão do transporte coletivo (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

A prefeitura de Blumenau deu mais um passo atrás na flexibilização de atividades ao definir novas restrições contra o coronavírus que passam a valer a partir de terça-feira (14). Se medidas anteriores foram consideradas brandas e se mostraram insuficientes para frear o avanço da pandemia, as anunciadas neste domingo (12) são mais rígidas: incluem a proibição da circulação de idosos e pessoas de grupos de risco (que tenham diabetes, problemas cardíacos ou doenças respiratórias e renais) e a suspensão do transporte coletivo e de cerimônias religiosas por duas semanas.

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O recuo chega no momento mais crítico da crise sanitária até agora, com risco real de colapso no sistema hospitalar. No domingo, 48 pessoas estavam internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs) da cidade, o que representa uma ocupação de 76% dos 63 leitos disponíveis. A escalada preocupa e o clima é de tensão dentro das unidades de saúde.

Retomar certo distanciamento social é o caminho possível no enfrentamento da pandemia enquanto faltar vacina para duas doenças: a Covid-19 e a negligência. Em 24 de junho, quando anunciou medidas restritivas, a prefeitura aliviou a mão e apelou pela compreensão da gravidade da situação. Não adiantou. Desde então, precisou interromper dezenas de eventos e festas particulares, dispersar aglomerações e estabelecer multa para quem não usa máscaras nas ruas. A aposta na colaboração coletiva não deu resultados.

O prefeito Mario Hildebrandt tem reiterado que não descarta um novo lockdown, mas parece estar convencido de que essa não é a solução — e que a medida só traria mais prejuízos a uma economia já combalida pela pandemia. 

Há um entendimento de que o controle sanitário dentro de fábricas e lojas tem sido relativamente eficiente e que os maiores riscos de contaminação estão nos encontros reservados entre amigos e familiares. Na última semana, por orientação e pedido de autoridades de saúde, empresas da cidade começaram a reforçar campanhas para convencer funcionários a estenderem os cuidados para além do ambiente de trabalho.

As novas (algumas nem tanto) medidas restritivas são o preço pago pelo relaxamento geral. Mas a sensação de normalidade que se traduzia em desleixo não pode ser atribuída apenas ao comportamento do cidadão comum. Ela é também reflexo de um discurso oficial que até então não condizia com ações práticas. Veremos nos próximos dias se esse alinhamento veio em tempo.

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Pedro Machado

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Um olhar especializado na economia e nos negócios dos setores pulsantes de Blumenau e região.

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