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Hospirrisos em busca de novos voluntários em Joinville

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Por Rejane Gambin
19/02/2018 - 11h22 - Atualizada em: 19/02/2018 - 11h23
Hospirrisos
Hospirrisos
(Foto: )

Já se vão 12 anos de um trabalho lindo que acontece no Hospital Dona Helena (HDH). E quem já cruzou com aqueles palhaços que brincam e fazem piada pelos corredores e quartos do hospital sabe do que estou falando. Eles fazem parte do Hospirrisos, um programa de voluntariado que quer deixar mais leve o dia a dia de quem está em tratamento ou até de quem trabalha atendendo aos pacientes.

Todos os anos, o grupo é renovado, e hoje, dia 19, o hospital vai receber os novos interessados em fazer parte dessa turma. A coordenadora do programa é a psicóloga Maria José Varela, que contou mais sobre esse trabalho:

Qualquer pessoa pode se tornar um voluntário desse programa? Não. O voluntário deve ter mais de 18 anos, ter um perfil dinâmico, criativo e descontraído. Além de boa desenvoltura física, pois a oficina de teatro envolve atividade sensoriocorporal.

Mas e quem é tímido? A timidez não é característica impeditiva, pois poderá ser trabalhada e desenvolvida na oficina. Quem é tímido é o voluntário, mas quem realiza a visita é o personagem que será criado e construído na oficina.

O candidato passa por alguma avaliação? Sim. Durante a oficina, o candidato é avaliado e provocado para sua autoavaliação. Ao término da oficina, cada um apresenta o resultado do seu trabalho e é avaliado pelo grupo diretivo quanto à prontidão para início da atividade no hospital. Caso o voluntário não tenha atingido o objetivo proposto, é convidado a dar continuidade ao processo de construção do personagem no próximo ano.

Como surgiu o Hospirrisos? De onde veio a ideia? O Hospirrisos surgiu a partir do desejo de ir na contramão da tendência de supervalorizar a tecnologia e as máquinas, estando mais atento ao paciente e às suas necessidades mais simples – como sorrir, mesmo estando num hospital. A ideia é inspirada em experiências que deram certo, embasadas na metodologia do Dr. Patch Adams e associada à nossa experiência com o trabalho voluntário.

Hospirrisos
Hospirrisos
(Foto: )

O objetivo é levar alegria para o hospital. Tem alguma ajuda, algum treinamento que ajude esses voluntários a se transformarem em palhaços? Sim. Para ser um agente da alegria do Hospirrisos é necessário participar das oficinas de teatro. As oficinas são realizadas pela Fernanda Moreira, diretora de teatro do Studio Escola de Atores, instituição parceira no HDH neste projeto.

Já conversei com alguns voluntários que me disseram que esse tipo de trabalho dá uma enorme alegria. No Hospirrisos também é assim? Sem dúvida, a alegria é contagiante e o feedback é que eles sempre saem do hospital com “mais” do que chegaram. A atividade proporciona trocas em que todos ganham e o amor é saldo final.

Esse é um trabalho que faz toda a diferença na vida de todos. Serve de inspiração, certo? O trabalho voluntário inspira muito, mas temos que estar prontos para oferecê-lo. Deve ser realizado com responsabilidade e comprometimento. Engana-se quem pensa que o voluntariado é um projeto feito “quando dá tempo”. O voluntariado é doação. Se você não está pronto para se doar, é melhor não iniciar, pois existe alguém que espera pelo voluntário e essa pessoa sentirá a sua falta. Seja no hospital, na escola, na cozinha comunitária ou onde quer que o trabalho seja desenvolvido: se você disse que iria, vá!

Leia mais na coluna da Rejane Gambin  

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