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    Coronavírus em SC: pesquisa da UFSC e Univille tem proposta insolúvel 

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    Renato
    Por Renato Igor
    10/04/2020 - 19h59 - Atualizada em: 10/04/2020 - 20h23
    (Foto: JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
    (Foto: JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

    A análise técnico-científica apresentada nesta sexta-feira (10) por engenheiros e matemáticos da Universidade Federal de Santa Catarina e da Univille de Joinville tem uma diagnóstico preocupante e uma proposta insolúvel.

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    O diagnóstico assusta porque mostra através de gráficos que a flexibilização da quarentena e a retomada das atividades econômicas aumentam o número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus (covid-19).

    O professor Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, assina o estudo que foi encaminhado ao reitor e também ao Ministério Público de Santa Catarina. Escreve o professor Oscar, na segunda página do documento:

    Deixar às pessoas irem trabalhar e circular sem ter uma vacina disponível, um remédio que funcione para tratamento dos doentes, ou kits diagnósticos para identificar os infectados e isolá-los, é de uma irresponsabilidade injustificável aos olhos da Ciência.

    As condições apresentadas pelo cientista para a retomada gradual das atividades trazem uma condição impossível de estabelecer um prazo. Quando se fala em ciência, sabe-se quando começa e não há certeza de quando termina. Há previsão. A vacina, que hoje não existe, embora com alguns países já em estágio avançado de pesquisa, pode ser divulgada em uma semana ou um ano. Imprevisível, portanto.

    Outra condição exposta pelo mestre é que tenha um remédio para combater a Covid-19. Não existe medicamento ainda com comprovação científica para curar o novo coronavírus. Pode ser descoberto em uma semana, dois meses, um ano. Ninguém sabe. E, por fim, a testagem em kits em diagnóstico para identificar os doentes e isolá-los. Não há em Santa Catarina nem perto do suficiente.

    Ou seja, a proposta não apresenta nenhuma perspectiva de prazo para a retomada das atividades de forma gradual. Uma pena que o professor não atendeu a imprensa para esclarecer melhor e explicar à sociedade.

    O governo catarinense tem adotado o critério recomendado pelo Ministério da Saúde para a retomada gradual. Foi o primeiro Estado a começar o isolamento social e tem 50% de leitos de UTI ociosos.

    O Secretário Estadual de Saúde, Helton Zeferino. questionado nesta sexta-feira (10) sobre o estudo feito pelos engenheiros e matemáticos da UFSC e Univille, disse que respeitava o documento, mas que o Estado trabalha com os parâmetros do Imperial College London, que atua em ciência, tecnologia e medicina, com sede em Londres, na Inglaterra.

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