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Opinião

Entidade quilombola faz invasão criminosa do camping do Rio Vermelho em Florianópolis

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Por Renato Igor
19/02/2020 - 19h38 - Atualizada em: 20/02/2020 - 15h31
Camping do Rio Vermelho foi invadido (Foto: IMA/Divulgação)
Camping do Rio Vermelho foi invadido (Foto: IMA/Divulgação)

O Brasil não é para amadores. O Camping do Rio Vermelho está pela segunda temporada de verão fechado devido a uma disputa judicial que impede o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina de fazer um edital para escolher uma ONG ou entidade que possa administrar o local.

O Ministério Público Federal não concordou que a disputa fosse isonômica. Defende que o Estado escolha a entidade quilombola Vidal Martins para administrar o camping, sob argumentação de priorizar os povos originários e de que ali viviam ex-escravos.

Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do INCRA, divulgado no dia 12 de fevereiro, apresenta proposta de regularização do território em nome da associação que representa as famílias quilombolas. Trata-se de um relatório antropológico elaborado pelo Incra, em colaboração com a UFSC e IFSC. Memoriais descritivos foram utilizados como provas. O material ainda será publicado no Diário Oficial de Santa Catarina.

Mesmo com o estudo antropológico, muitos moradores antigos do Rio Vermelho ouvidos pela coluna jamais ouviram falar em descendentes de escravos que viviam ali. O MPF defende que um espaço público seja destinado a uma entidade sem concorrência. É inacreditável! O IMA chegou a ser condenado em primeira instância por racismo institucional.

No último sábado (15), o camping foi invadido. Claro que os invasores utilizam o termo mais bonitinho: “ocupação”. Cadeados foram arrombados e cerca de 20 pessoas estão no local. Não é um ato de resistência cultural, é crime! O IMA já ingressou com pedido de reintegração de posse.

Local está fechado há duas temporadas
Local está fechado há duas temporadas
(Foto: )

Dois anos fechado

Pelo segundo ano seguido a cidade não disponibiliza esse equipamento aos turistas. Quantas pessoas deixaram de vir para Florianópolis em função disso? Quanto se deixou de arrecadar e de movimentar a economia local por causa disso?

O caso catarinense não está ainda transitado em julgado. Num país sério, os responsáveis pelo fechamento por duas temporadas do camping deveriam ressarcir os cofres públicos com o dinheiro estimado da movimentação do período. Isso irá acontecer? Não acredito.

A coluna tentou contato e mandou mensagem para o Quilombo Vidal Martins, mas não recebeu resposta.

Renato Igor

Colunista

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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