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Inovação e tecnologia

Primeiro “unicórnio” brasileiro, empresário de Joinville assume a Fundação Certi 

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Por Renato Igor
29/01/2020 - 11h17 - Atualizada em: 29/01/2020 - 12h26
José Fiates (esquerda) transmite o cargo nesta quinta-feira para Erich Muschellack (Foto: Renato Igor/ NSC)
José Fiates (esquerda) transmite o cargo nesta quinta-feira para Erich Muschellack (Foto: Renato Igor/ NSC)

No ecossistema de inovação e tecnologia a expressão unicórnio significa uma startup com avaliação de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares. O presidente da Fundação Certi, José Eduardo Fiates, considera o seu sucessor no cargo, Erich Muschellack, que toma posse nesta quinta-feira (30), o “primeiro unicórnio brasileiro”.

Erick é de Joinville, formado em engenharia eletrônica, com mestrado em ciência da computação. A história dele é fascinante. Quando trabalhava, nos anos 80, na Sid Informática, desenvolveu junto com outros colegas um sistema de automação bancária e apresentou para a direção da empresa. A empresa não aprovou a ideia. Erick saiu da empresa, criou a Procomp Indústria Eletrônica e tocou adiante seu projeto. Deu certo. Ela foi líder em automação bancária no Brasil e com atuação também na área comercial.

A empresa foi parceira da fundação Certi em 1997/98 para o desenvolvimento do protótipo da urna eletrônica. A Procomp foi vendida para a norte-americana Diebolt, a segunda maior do mundo em automação bancária. O valor não foi revelado, mas não foi pouco dinheiro.

— Algumas centenas de milhares de dólares — diz Fiates.

E o resto é história. Morando há dez anos em Florianópolis, hoje, Erick é investidor anjo.

— Nós precisamos ampliar nossas relações, nossas perspectivas e reforçar o papel do ecossistema. O Erick traz um impacto novo, surpreende o mercado. É um momento de transformação. A Procomp foi a nossa principal cliente por dez anos. Ele conhece o lado do cliente, foi parceiro de investimentos, conselheiro da fundação e é empreendedor — explica Fiates.

O novo presidente da Fundação Certi pretende focar na área comercial e no desenvolvimento de novos produtos.

— Existe um alinhamento entre o que é feito pela Certi e minha vida profissional. Eu sempre trabalhei com desenvolvimento de produtos e empreendedorismo. Esse alinhamento me atraiu. Sempre trabalhei no setor privado. Vamos dar uma guinada nesse sentido com a pegada do setor privado. A ação comercial da Certi precisa ser reforçada. Olhando o mercado, as indústrias precisarão melhorar a competitividade. Temos que ajudar nesse ponto. A Indústria 4.0 será um foco de atenção. Precisamos lançar mais produtos. Temos produtos hoje que não estão indo para o mercado — explica o futuro presidente.

A solenidade de posse de Erich Muschellack vai ocorrer nesta quinta-feira no Sapiens Parque, em Canasvieiras. Ele assume o cargo no dia primeiro de fevereiro.

Temos que sonhar grande. Podemos alcançar São Paulo em número de startup e faturamento. Florianópolis é a capital que mais tem startup proporcionalmente pela população. Mas podemos maisErich Muschellack, futuro presidente da Fundação Certi

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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