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    Relação entre Bolsonaro e Mandetta é a cara do hospício chamado Brasil 

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    Renato
    Por Renato Igor
    06/04/2020 - 21h06 - Atualizada em: 06/04/2020 - 21h21
    Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Lima/AFP)
    Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Lima/AFP)

    O Brasil virou um hospício. Perdemos tempo com aquilo que não é fundamental. O que seria o fundamental hoje no Brasil? Preservar vidas, proteger os mais pobres e manter empresas.

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    No mundo da racionalidade, o que se espera de um estadista nessa hora é ter o diagnóstico da situação, chamar seu time, estabelecer uma estratégia e unir forças em todos os poderes, estados e municípios, independentemente de interesses políticos, partidários e de poder.

    A turbulenta tarde desta segunda-feira (6) com a boataria em torno da queda do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta mostra um país estupefato com o espetáculo da desordem gerencial. Demitir Mandetta, defensor do isolamento social como forma de frear a pandemia, seria uma atitude inexplicável e mesquinha.

    A criticar o isolamento, Bolsonaro usou o falso debate saúde x empregos. É evidente que o regime de quarentena ataca a economia e os empregos. Mas não há, no momento, outra escolha.

    Sua referência em política, o presidente Donald Trump, foi obrigado a recuar. Hoje, Trump atua como estadista, defende o isolamento como forma de preservar vidas. A Casa Branca divulgou que se o regime de quarentena e isolamento social forem respeitados, um milhão de vidas devem ser salvas nos Estados Unidos. Nada é mais forte do que esse número.

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    O impacto na economia será brutal. Cabe ao governo, de fato, além de cuidar, prioritariamente da saúde dos brasileiros, fazer com que o pacote de R$ 200 bilhões chegue até as pessoas e empresas, algo sem previsão real, no momento.

    Estamos na seguinte situação: o presidente ameaça de demissão seu ministro mais importante no momento e que exerce sua função com transparência e que segue o protocolo técnico e científico. O ministro diz que é para a população ouvir as orientações dos governadores.

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    O presidente critica os governadores. O filho do presidente, vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, critica publicamente o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O "zero 2" criticou, ainda, o vice- presidente Hamilton Mourão, por este ter se encontrado com um governador que é voz contrária de Bolsonaro. Nada é para agregar, tudo é para dividir e provocar o atrito e a polarização de olho em 2022.

    O Brasil não é para amadores. Somos um hospício.

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