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Greve

A cronologia da crise e do atraso de salários no Figueirense

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Por Roberto Alves
18/08/2019 - 18h10
(Foto: Diorgenes Pandini / BD)

Desde o jogo com a Ponte Preta, os profissionais do Figueirense não voltaram ao trabalho e tiveram a solidariedade do sub-20 também. A cronologia dos fatos:

1 – Quando da primeira greve ainda com Hemerson Maria de técnico a primeira atitude da diretoria do clube foi tentar saber quem era o cabeça. Todos, responderam.

2 – O Figueirense continua com salários atrasados mesmo depois da diretoria ter assinado um termo de compromisso no qual prometia ao elenco regularizar a situação.

3 – Há vencimentos atrasados referentes também às duas últimas temporadas, coincidindo com o período em que a empresa Elephant assumiu a administração da agremiação.

4 – A notícia voltou a repercutir nacionalmente com preocupações sobre a ida ou não do time a Cuiabá em viagem que está marcada para esta segunda feira, às 7h40min. O presidente da empresa foi procurado para se manifestar, mas não atendeu.

5 – O treino marcado para domingo, às 8h30min, também não aconteceu. Jogadores dizem que só voltam a trabalhar se pagarem.

6 – Situação tensa no Orlando  Scarpelli. Ninguém sabe o que pode acontecer. Jogadores se mostram unidos e passaram a invocar a Lei Pelé, que garante o direito ao recebimento do salário a quem trabalha. Situação delicada e triste. O Figueirense não merece passar por isso.

Fundo do poço

"Não aceitamos retaliações, estamos no nosso direito, a diretoria através de seus membros está querendo punir alguns jogadores como forma  de represálias com afastamentos e rescisões contratuais. Uma diretoria omissa, ausente e sem qualquer credibilidade que engana a torcida alvinegra e fere o direito do trabalhador”. Texto publicado pelos jogadores do Figueirense sábado nas redes sociais. Tiroteio no domingo

Atletas profissionais do Figueirense divulgaram nota neste domingo exigindo que a diretoria se comprometa através de nota oficial a não realizar retaliações como rescisões contratuais, afastamento de qualquer atleta, demissão de funcionários  sem justa causa até o final da Série B, ainda que se comprometam a quitar todos os débitos até amanhã com as categorias de base, funcionários do clube, prestadores de serviços, colaboradores e atletas.

Ultimato

Ainda da nota dos atletas, o parágrafo final; “Informamos também que o descumprimento das exigências  citadas acarretará no WO da partida do dia 20/08 entre Cuiabá e Figueirense. Nosso elenco como sempre permanecerá unido”.

Quitação

O Figueirense também divulgou no domingo que  quitará o salário CLT de julho e duas imagens em atraso até o dia 28. Os parâmetros estão ajustados no termo de compromisso assinado entre a Elephant, gestora do Figueirense Ltda e a Associação Figueirense. A pergunta que se faz é clara: por que não divulgaram esta nota na sexta-feira ou conversaram a respeito com o grupo?

Ex-presidente

José Carlos Silva, ex-presidente do Figueirense, divulgou uma nota com o título “Tragédia anunciada”. Nela, responsabiliza o Conselho Deliberativo que tomou a decisão de eliminar uma gestão certa por uma gestão duvidosa.

E acrescenta: "Neste momento, deu-se início ao momento falimentar em que iniciou-se a tragédia com a parceira do Conselho de administração da época presidido por Nestor Lodetti com a empresa Alliance. Em dois anos esta parceria deixou um passivo de mais de 20 milhões e um contrato maldito assinado pelo Conselho de Administração que deixou um rombo de 9 milhões, o qual foi permutado com quase todos os atletas da categoria de base".

Segue a nota citando as administrações seguintes como a de Wilfredo Brillinger, que trouxe a Elephant para dentro do clube e deixou um passivo de R$ 80 milhões.

Por fim, o ex-presidente cita os verdadeiros e antigos dirigentes do clube que deram sua vida pelo Figueirense e clama: "Fora Elephant, desapareçam de Santa Catarina".

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