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    Celebração

    Clube Náutico Riachuelo, orgulho do remo brasileiro, está de aniversário

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    Roberto
    Por Roberto Alves
    11/06/2020 - 15h27 - Atualizada em: 11/06/2020 - 15h29
    (Foto: Clube Náutico Riachuelo / Acervo)
    (Foto: Clube Náutico Riachuelo / Acervo)

    José Gil foi o fundador do clube que se tornaria uma gloria do remo catarinense.  Gil estava acompanhado dos desportistas Alvaro Schmidt Caldeira e Cevaldo Leon Salles dois entusiastas da modalidade. Favoráveis a idéia de criação do clube náutico estavam o Capitão de fragata Samuel Pinheiro Guimarães e Alvaro Lopes Caiado. Depois de algumas reuniões o grupo chegou ao dia 11 de junho para um novo encontro e então surgia o Clube Náutico Riachuelo no cenário nacional. O nome é originário a batalha do Riachuelo.

    Hoje o glorioso clube da Rita Maria completa 105 anos de sua fundação. Na foto acima os fundadores do Riachuelo. José Gil é o primeiro sentado a esquerda.

    20 anos do bi

    E hoje o maneizinho mais ilustre do Brasil, Guga Kuerten, completa 20 anos da conquista de Roland Garros.

    Sua assessoria distribuiu um vídeo para postagem neste dia, o que estamos fazendo, para você reviver os grandes momentos daquela conquista.

    :: Guga Kuerten em Roland Garros: 20 anos do bicampeonato

    99 anos

    O Figueirense completa nesta sexta feira 99 anos de sua fundação. O historiador, escritor e jornalista Maury Dal Grande Borges enviou a coluna uma crônica que pretende seja uma homenagem ao alvinegro catarinense e que nos pede a publicação neste espaço.

    O Sonho do Centenário - Maury Dal Grande Borges

    Era de interesse da torcida conhecer as atrações para a semana do centenário. Nos bastidores, a expectativa girava em torno das comemorações. Mas e os detalhes, quem iria divulgar? A curiosidade nos levou então à sede do clube e lá estava à secretária Lidiane, guardiã da história alvinegra. Disse-me que a missa, o hasteamento das bandeiras e o foguetório eram de conhecimento geral; outros eventos permaneciam em segredo.

    Nesse instante adentra a sala, apresentando certo cansaço, o presidente Norton, trazendo anotações rabiscadas numa folha. Tratava-se da programação, na qual constava homenagem a um ex-atleta, ainda sem revelar quem era. Em meio a nossa conversa, um visitante se aproxima. De estatura mediana, com certa idade e de chapéu na mão, foi logo querendo saber detalhes dos festejos, inclusive de quando se daria a homenagem a Calico, o ponto alto da festa. Surpreso e sem saída, o presidente abriu o jogo e confirmou que essa seria a principal atração.

    Com ar de satisfação, o desconhecido visitante emendou, “pois é, o Calico integrou a seleção catarinense, foi considerado pela imprensa o ‘Menino de Ouro’ na década de 30, foi artilheiro do clube em competições oficiais e, ao lado dos três irmãos, Décio, Nery e Sidney, conquistou os inéditos títulos do regional e do estadual de 1939”. Norton, atônito, perguntou-se, “Mas quem seria esse torcedor que conhecia tão intimamente detalhes da história da ídolo alvinegro?”.

    :: No aniversário de 99 anos, Figueirense lança Campanha do Agasalho

    A identidade do visitante tornou-se obrigatória e foi então, revelada: era João dos Passos Xavier, carpinteiro e poeta, primeiro presidente do Figueirense, eleito na noite de 12 de junho do distante ano de 1921, na localidade da Figueira, centro de Florianópolis, onde, segundo ele, “os canteiros eram mais floridos e as flores mais perfumadas’’. Antes de se despedir, salientou ainda que a comenda deveria ser composta por um medalhão dourado que, no seu centro, em alto relevo, constasse a silhueta de um jogador em posição de chute, e que esta condecoração deveria ser entregue ao representante da família do ex-jogador. Surpreso com os minuciosos detalhes descritos, Norton confirmou o que vinha mantendo em absoluto sigilo e que, inexplicavelmente, correspondia às solicitações de João dos Passos. Contente em saber que o seu desejo estava confirmado, partiu, João, agradecido.

    Foi daí que Lidiane observou que as flores mencionadas no jardim do nosso poeta-presidente também estão no sobrenome do atual chefe, Norton Flores Bopré, coincidências poéticas apartadas por 100 anos. Será que as flores que separam o século entre o poema e o nome do presidente carregariam o mesmo perfume? Bom só os espiritualistas poderão responder... Com os raios do sol beijando a janela do quarto, despertei do sonho, ao som dos clarins que anunciavam a abertura das comemorações pelo século de existência do mais vezes campeão.

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