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    Futebol catarinense: e agora, o que fazer?

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    Roberto
    Por Roberto Alves
    09/12/2019 - 10h57 - Atualizada em: 09/12/2019 - 11h12
    Figueirense x Chape
    (Foto: Luiz Henrique/FFC)

    Não há mais como demorar. A segunda-feira é de reuniões em todos os clubes, alguns até muito atrasados. Uma revisão precisa ser feita nos nossos times de futebol. Todos foram perdedores em 2019, em nível nacional.

    Estou ouvindo que contratos serão renovados e especialmente as bases dos clubes serão aproveitadas. Concordo com a base, porém há muito o que considerar para evitar decisões precipitadas.

    O futuro

    Já escrevi muito sobre isso. Sou favorável claro ao aproveitamento e investimento da formação de atletas em suas diversas categorias. Precisamos saber como fazer isso. Jogar um campeonato nacional em sua principal categoria, com mais de 50% de jogadores formados em casa — e ainda jovens, sem a estrutura necessária, é suicídio. Isso foi feito.

    Temos que mesclar e bem. Dois garotos no time que acabaram de subir de categoria é mais que suficiente. Eles não vão resolver problemas, mas sim ajudar a decidi-los. Não podemos imputá-los culpa de nada. Isso aconteceu não só no Avaí, mas nos demais times catarinenses também. Só podemos nos orgulhar de ter revelado jogadores da base se os resultados finais forem bons, o que não é o caso.

    Times perdedores

    Temos de aceitar que os nossos representantes no futebol de 2019 foram muito mal, elencos perdedores com vocação para a derrota. Por serem menores no cenário nacional, os treinadores que chegam ao Estado já vem com o espírito defensivo, com objetivo de se manter.

    Coragem para uma renovação ampla é o que nossos dirigentes precisam ter. O simples fato de ser criado em casa não significa dizer que os garotos tem de ser escalados. Precisam ganhar experiência.

    Contratar

    Os dirigentes tem de entender que com time no departamento médico, nunca chegarão a lugar algum. É importante contratar e bem. 2020 está às portas. Neste momento, os dirigentes tem que fazer um mea culpa, aceitar que erraram e que o prejuízo é grande.

    No futebol se ganha mas também se perde. Nosso ano foi de perdedores.

    Cota baixa

    Como montar um bom time sem recursos financeiros?

    Com bons profissionais chamados olheiros, visão apurada para os talentos e encaixe na formação de grupo.

    Queiram ou não, mas lembro de Kadu Gaúcho na Chapecoense, que estava no acidente aviatório. Ele deu inicio à nova fase da Chape tendo como técnico Gilmar Dal Pozzo.

    Ambos montaram equipes que subiram de Série e deram início ao esquema profissional que durou cinco anos na Série A. Hoje, Santa Catarina carece desse profissional.

    A festa do Basquete

    FCB
    (Foto: )

    A histórica foto dos grandes beneméritos do basquete, título recebido na ultima sexta-feira na festa final de temporada da Federação Catarinense de Basquetebol.

    Cinco foram os agraciados e que já são beneméritos passa a ser agora grandes beneméritos. À frente a composição da mesa de desportivas que presidiu a solenidade.

    Em pé atrás estão, da esquerda para a direita: o colunista, que representou Ody Varella, 98 anos de idade e que ocupou todos os cargos diretivos do esporte em SC; Rubens Lange (in memoriam), técnico de basquete considerado o pai da modalidade em SC, representado por um dos seus sobrinhos, o ex-atleta e técnico Luiz Carlos Machado, o professor Oscar Archer que, além de atleta, técnico e dirigente, resgatou a história do basquete nos seus 30 anos de presidência da Federação, e Arthur Schlosser (in memoriam) representado pelo técnico de basquete de Brusque Zurico.

    Novos Beneméritos

    FCB
    (Foto: )

    Ariovaldo Carvalho (Bicão);

    Dóris Moraes Castro – Árbitra, atleta e coordenadora de arbitragem da Federação;

    Enaldo Batista de Souza – árbitro internacional;

    Fernando Mabilde – árbitro internacional;

    Francisco Carlos Martins Bandeira – atleta e técnico;

    Paulo Brito – ex-atleta;

    Ibere Luiz Figueiredo – ex-atleta dos mais completos do basquete catarinense e brasileiro;

    Samuel Linhares – ex-atleta;

    João Almeida Camargo Neto – ex-atleta e técnico – outro gigante do basquete brasileiro;

    Márcia Watanabe – ex-atleta e técnica;

    Julio Cesar Rocha – professor e técnico;

    Patrícia Maria da Silva – ex-atleta;

    Paulo Henrique Xavier de Souza – ex-atleta;

    Renato Cassou – ex-atleta e técnico;

    Sandra Regina Cunha – ex-atleta.

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