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    Com receita em alta, Cosip tem audiência pública na Câmara de Joinville

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    Saavedra
    Por Saavedra
    23/09/2019 - 08h30 - Atualizada em: 23/09/2019 - 09h36
    (Foto: Maykon Lammerhirt / Agência RBS)

    Tema de confronto entre base governista e oposição, a Cosip é a pauta da audiência pública nesta segunda, na Câmara de Joinville, a partir das 19h30. Será discutido o projeto da Prefeitura de ampliar as faixas de cálculo de consumo de oito para 20 (em caso de residências) e para 30 (comércio, indústrias etc). A proposta, a ser aprovada porque tem apoio da base governista, passa a valer a partir do início de 2020. Em tese, o maior número de faixas evita saltos no pagamento da Cosip em caso de maior consumo. A oposição quer a volta do modelo antigo, baseado na testada dos terrenos e não no consumo – há projeto nesse sentido, apresentado no primeiro semestre.

    No primeiro ano de vigência da Cosip, em 2018, a receita com a contribuição teve salto de 51% em relação ao ano anterior. Acima, portanto, dos 20% inicialmente estimados pela Prefeitura – houve também reajustes na energia, o que ajudou, em parte, a elevar a arrecadação. Mas, ainda assim, o incremento não provocou muitas críticas: nem a Prefeitura pensou em alterar o modelo, nem a Câmara foi incisiva no tema (em 2018, já era possível reclamar da receita acima do esperado...).

    Quase o dobro

    A situação mudou em 2019, quando houve consumo maior de energia e, consequentemente, impacto na Cosip. Houve queixas dos consumidores. Neste ano, mesmo na comparação com 2018 (ano no qual já valia o novo modelo, baseado no consumo de energia), a receita da contribuição continuou crescendo, em avanço de 32%. É possível outra comparação. Em 2019, até o último final de semana, a Cosip trouxe R$ 51,6 milhões. No mesmo período de 2017, quando o cálculo de cobrança era outro, a arrecadação ficou em R$ 26,8 milhões. Ou seja, avançou 92% em dois anos.

    Engenheiros sem fronteiras

    Com mais de 50 ações executadas na cidade desde 2014, o núcleo em Joinville dos Engenheiros Sem Fronteiras teve na instalação do sistema de tratamento de esgoto para a comunidade do Caminho Curto uma das atuações mais expressivas. Em tarefa iniciada em 2018, após indicação da Águas de Joinville, com o projeto e documentação legal elaborado pelo grupo, a colocação da estrutura iniciou em junho e foi concluída agora em setembro, atendendo 27 moradias da comunidade quilombola de Pirabeiraba.

    Parque no Jardim Paraíso

    O trabalho no Caminho Curto continua, com acompanhamento da utilização da rede e análise da qualidade do saneamento e da saúde dos moradores. A atuação dos Engenheiros Sem Fronteiras, com foco em projetos sociais, sempre tem a colaboração de entidades e de empresas parceiras. Uma ação em preparação é a criação de parque no Jardim Paraíso, em área vizinha à escola Nagib Zattar (onde havia planos, anos atrás, de instalação de complexo por entidade de assistência social). No mundo, os Engenheiros sem Fronteiras têm presença em 66 países, com 64 núcleos no Brasil.

    “Joinville tem pressa"

    Na mensagem de convite para o evento de filiação ao Cidadania (ex-PPS), marcado para sábado, Tânia Eberhardt disse sonhar com o avanço de Joinville. “Nossa cidade nunca teve tanta pressa para se reencontrar com sua vanguarda. O futuro precisa urgentemente de novas ideias”. Mais adiante, a ex-vereadora e agora pré-candidata à Prefeitura diz negar “veementemente as práticas políticas que emperram nossa Joinville se seguir seu curso”.

    Com audiência

    A perícia determinada pela Justiça nas ações de cobrança de indenização por causa de alegados transtornos causados pela estação de esgoto do Jarivatuba, na zona Sul de Joinville, foi concluída. Com isso, foi marcada a audiência de instrução e julgamento de um dos processos (os demais estão juntos – apensados). São processos contra a Águas de Joinville, abertos entre 2015 e 2019. As ações estão em tramitação na primeira instância, qualquer que venha a ser a decisão, portanto, caberá recurso em tribunais superiores.

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