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Joinville tem saldo positivo de empregos, mas não recupera patamar anterior à crise

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Saavedra
Por Saavedra
21/10/2019 - 06h10 - Atualizada em: 21/10/2019 - 10h13

Em 2019, Joinville ultrapassou a marca dos 200 mil trabalhadores com carteira assinada. Ao final de setembro, o mercado de trabalho formal contava com 204 mil empregados. O setor de serviços, líder desde 2015, vem ampliando a vantagem e hoje emprega mais de 85 mil pessoas na cidade.

Em segundo lugar, a indústria conta com 72 mil trabalhadores, seguido pelo comércio, onde trabalham mais de 36 mil pessoas. Em 2019, os serviços estão ampliando a liderança, pois criaram a metade das 7,7 mil vagas surgidas no ano. Os demais empregos se dividem entre os outros setores, principalmente na indústria.

Mesmo que o desempenho do emprego em Joinville em 2019 seja o melhor desde 2013 e a cidade esteja em sexto lugar no País, atrás apenas de grandes capitais, ainda assim não alcançou os anos recordistas. Com o resultado de setembro, com mais 486 vagas, Joinville chegou a 7,7 mil novos empregos no ano.

Mas já houve momentos, como em 2010, em que foram 10,9 mil novos postos de trabalho no mesmo período. Ou em 2008, com 10,4 mil. Naqueles anos, os resultados eram ainda mais expressivos porque a população de Joinville era menor. Por outro lado, desde então surgiram mais possibilidades de renda além da CLT (critério do mercado de trabalho acompanhado pelo Ministério da Economia).

No mês passado, as indústrias abriram mais 34 vagas e o acumulado no ano chegou a 3,3 mil novos empregos no segmento, em saldo positivo entre admitidos e demitidos – neste ano, só São Paulo, Manaus e Franca conseguiram resultado melhor na indústria de transformação. Ainda assim, como a coluna já registrou, Joinville continua sem recuperar o patamar anterior à crise. Isso ocorre porque no biênio entre 2015 e 2016, o segmento das industriais eliminou 9,5 mil vagas.

Portanto, ainda seriam necessários mais 2,4 mil empregos apenas para recuperar o perdido na crise – foi em 2015 que a indústria perdeu a liderança para os serviços em número de trabalhadores empregados. No cômputo geral, envolvendo todos os setores, Joinville já recuperou as vagas perdidas, registrando “superávit”.

De 2015 até setembro, as empresas em Joinville eliminaram 2.566 vagas de gerência. O intervalo pega dois anos, 2015 e 2016, de demissões em quase todos os setores, mas houve recuperação de 2017 em diante. No caso das gerências, a eliminação de postos de trabalho continuou mesmo assim.

Mesmo em 2019, quando Joinville vive o melhor momento desde 2013, com 7,7 mil vagas criadas, houve mais demissões do que admissões nas gerências, com saldo negativo de 406 empregos. Gerentes administrativos, de lojas e supermercados, comerciais, de vendas, de produção e de restaurantes foram os mais afetados nesses quase cinco anos.

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Jefferson Saavedra

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Jefferson Saavedra traz análises e notícias exclusivas dos assuntos mais relevantes do Norte catarinense, com foco nos bastidores de todos os temas que envolvem especialmente Joinville e região, como política, segurança, mobilidade, saúde e educação.

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