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    Maioria das novas duplicações de Joinville ainda sem previsão de obras

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    Saavedra
    Por Saavedra
    06/06/2020 - 10h14
    Duplicação parcial da Santos Dumont foi concluída em 2018, em Joinville (foto: Mauro Schlieck, arquivo pessoal)
    Duplicação parcial da Santos Dumont foi concluída em 2018, em Joinville (foto: Mauro Schlieck, arquivo pessoal)

    Prováveis temas da campanha eleitoral, as duplicações de vias de trânsito continuam distantes em Joinville, com exceção do acesso ao Distrito Industrial pela BR-101 – obra iniciada pelo governo do Estado, mas ainda sem deslanchar. A última duplicação entregue, ainda que parcial, foi da avenida Santos Dumont, concluída em 2018. As demais não passam de propostas para um futuro indeterminado, sem possibilidade nem de estimar prazos.

    Perto de entrar no último semestre do mandato, o governo Udo tinha planos de duplicar o acesso ao Distrito Industrial, trechos da Dona Francisca e da Quinze de Novembro, Ottokar Doerffel e Almirante Jaceguay, tudo em parceria com o governo do Estado. Apenas o Eixo Industrial foi iniciado. Para as outras propostas citadas no plano de governo, não há perspectiva alguma.

    A duplicação da Dona Francisca na área industrial esteve perto de ser licitada no final da década passada. Houve campanha empresarial, anúncios de cessão de áreas por empresas (o que reduziria o custo com desapropriações), possibilidade de uso de emenda federal, o governo do Estado elaborou um projeto para duplicar os seis quilômetros entre a rótula do Tecelão e a Estrada da Ilha, e nada. Nem edital chegou a ser lançado e a Santos Dumont e o Eixo Industrial pularam na frente.

    No ano passado, a prefeitura de Joinville retomou a cobrança junto ao governo do Estado, informando que o custo da obra seria de R$ 70 milhões, incluindo as desapropriações. O governo Carlos Moisés ficou de analisar, mas não chegou a comprometer em realizar o investimento. Na mesma oportunidade, foi apresentada, mais uma vez, a demanda de conclusão da abertura de Almirante Jaceguay, outra via com planos antigos de duplicação.

    A abertura da Jaceguay, pelo menos, fez parte do pacote de obras realizado em Joinville pelo governo do Estado com o financiamento do BNDES (binário do Vila Nova, asfaltamento da Tuiuti, Albano e Rui Barbosa, por exemplo), mas não saiu porque a prefeitura não teve dinheiro para as desapropriações. Portanto, se a abertura é improvável, a duplicação é praticamente impossível.

    No caso das duplicações de trechos da Ottokar Doerffel e Quinze de Novembro, dois dos acessos a Joinville pela BR-101, as obras estão mais distantes ainda, sem nenhuma perspectiva, nem busca de recursos. São intervenções com custo elevado por causa de desapropriações. Em resumo, só a duplicação do Eixo Industrial vai sair do papel a médio prazo em Joinville. As demais, não passam de planos.

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