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    ATÉ 2033

    Marco do saneamento: Joinville terá de antecipar metas do esgoto; será preciso buscar R$ 750 milhões

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    Saavedra
    Por Saavedra
    29/06/2020 - 11h00
    Rede de coleta em instalação na rua Aubé: cobertura em Joinville chega a 39% (foto: Rogerio da Silva, pre
    Rede de coleta em instalação na rua Aubé: cobertura em Joinville chega a 39% (foto: Rogerio da Silva, pre

    A antecipação de prazos para levar a coleta de esgoto para toda a cidade será o principal impacto em Joinville do novo marco regulatório do saneamento básico, neste momento à espera da sanção presidencial. O dispositivo aponta o ano de 2033 para a universalização do saneamento básico, enquanto que o plano diretor de esgoto da Águas de Joinville cita o ano de 2047. O novo prazo já vinha sendo utilizado em simulações por causa do marco, naquele momento em análise. Agora será a diretriz.

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    Hoje, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto em Joinville está em 39% da cidade. No momento da conclusão das obras em andamento, o índice chegará a 49%. Para alcançar aos 70%, será preciso colocar em operação novos sistemas de coleta nos bairros Vila Nova e Jardim Paraíso e mais regiões da zona Sul.

    A meta dos 70%, com planos de ser alcançada até o final de 2024, precisa de R$ 300 milhões, sendo R$ 96 milhões a curto prazo. A companhia está conversando com diferentes bancos e acredita em concluir as negociações logo – a capacidade de endividamento da Águas de Joinville é visto como trunfo. O cálculo dos montantes necessários para chegar à universalização em 2033 após a conquista dos 70% está sendo feito agora, mas ficará em torno de R$ 450 milhões. Assim, a universalização vai precisar de R$ 750 milhões.

    Há outro impacto da antecipação: o montante de recursos necessários será menor. Em 2047, as estimativas do plano diretor de esgoto da Águas apontavam uma população de 1 milhão de habitantes em Joinville. Em 2033, o número de moradores evidentemente será menor– claro que, uma vez universalizado o tratamento de esgoto, serão precisos mais investimentos para acompanhar o crescimento populacional, como já acontece com a produção e distribuição de água.

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