Defensora da retomada imediata do transporte coletivo, a prefeitura de Joinville ainda não tem estratégia definida para tentar a volta do serviço. Na entrevista coletiva desta quarta-feira, o governador Carlos Moisés confirmou a nova prorrogação da suspensão, ainda sem prazo definido. O governo do Estado alega não ter uma data para a volta de forma segura. O decreto em vigor mantinha o transporte coletivo suspenso no Estado até amanhã. Nesta quinta-feira, deve ser divulgado o novo período pelo qual o serviço será mantido paralisado.

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Em Joinville, o transporte está suspenso desde 19 de março. Apenas linhas para transporte de trabalhadores da saúde foram mantidas. A CDL fechou parceria com as empresas para o transporte de funcionários de lojistas cadastrados, em serviço de fretamento.

A prefeitura de Joinville tinha a esperança de que o governo do Estado concedesse autonomia às prefeituras para liberação ou não do transporte. Udo Döhler lamentou a iminente prorrogação da suspensão e as consequências em Joinville. “Aqui é a cidade do trabalho, as pessoas precisam se deslocar. É incompreensível que o governo do Estado não tenha ouvido a prefeitura”, disse ele no início da noite desta quarta-feira.

No entanto, o prefeito admitiu dificuldades para tentar reverter a decisão, mesmo por meio de decreto municipal. “Já há decisão judicial mantendo a suspensão”, lembrou Udo, referindo-se à ação apresentada pelas empresas de ônibus de Joinville neste mês, sem sucesso na liberação do serviço – foi mantido o decreto do governo estadual. A outra possibilidade é de o município ingressar com nova ação judicial ou participar dos recursos das empresas, de resultado incerto. “Vamos estudar mais medidas”, alegou.

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