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Direita ainda sem nome para prefeito de Florianópolis na eleição de 2020

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Por Upiara Boschi
12/09/2019 - 06h00 - Atualizada em: 12/09/2019 - 15h09
Movimentações prévias para a disputa pela prefeitura de Florianópolis mostram que eleitorado conservador que emergiu ano passado ainda não tem representante claro ano que vem (Foto: Diorgenes Pandini)

Ainda falta muito tempo para as eleições do ano que vem, mas é importante observar como vão se formando os cenários, quais nomes despontam, quais faixas de eleitorado estão sendo atendidas e quais os espaços ainda vagos. Quando se olha para a disputa de Florianópolis fica clara a ausência de um postulante claro do eleitorado conservador que emergiu na onda do ano passado – o voto enfaticamente à direita, por assim dizer. 

Abordei aqui já a fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre ter a última palavra em relação a candidaturas a prefeito nas principais cidades, capitais incluídas, para escolher candidatos que tenham “o coração verde-amarelo igual ao nosso”. Este nome, se existe, ainda não apareceu. Nas articulações locais do PSL, a cargo do governador Carlos Moisés, duas possibilidades foram ventiladas.

O coronel Araújo Gomes, titular formal da Secretaria de Segurança Pública no modelo colegiado implantado no início do ano, era o ficha um. Embora apresente-se de forma bastante midiática em suas ações – e ele tem bons resultados a apresentar – ainda tem sido reticente sobre a candidatura a prefeito. 

Outro nome ao agrado de Moisés é o vereador Pedrão Silvestre (PP), campeão de votos em 2016, mas que ainda precisa disputar internamente com o deputado estadual João Amin (PP) a vaga pepista no pleito do ano que vem. Há sintonia entre o governador e o vereador, mas o perfil de Pedrão – e de boa parte de seus seguidores – não pende à direita, especialmente a bolsonárica. A equação fica difícil. Nessa esteira, fora do PSL, há o Novo e seu silencioso processo seletivo interno para escolher um candidato - provavelmente um empresário sem experiência eleitoral. 

Enquanto isso, os demais personagens da disputa se movimentam. O prefeito Gean Loureiro (ainda sem partido) organiza sua base de candidatos a vereador e se aproxima cada vez mais de lideranças evangélicas. É dessa base que deve vir seu candidato a vice-prefeito. O ex-emedebista aposta nessa aliança e nas ações de governo, hoje em ritmo acelerado e publicizado. 

Na esquerda, toma corpo uma frente liderada pelo PSOL, com a provável nova candidatura de Elson Pereira e uma vice do PT. O PDT ainda está observando. Unida, a esquerda da Capital pode atingir fatia do eleitorado suficiente para chegar ao segundo turno pela primeira vez desde 1996. Difícil é unir a esquerda. 

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Upiara Boschi

Colunista

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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