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    Haddad em Florianópolis e o desafio da esquerda

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    Por Upiara Boschi
    08/04/2019 - 05h00 - Atualizada em: 08/04/2019 - 09h11
    Foto: Ricardo Stuckert, Divulgação

    Espécie de herdeiro de Lula entre os petistas, Fernando Haddad veio a Florianópolis pela terceira vez em pouco mais de ano. No sábado, na Escadaria do Rosário, reuniu militantes petistas e também de partidos mais ou menos aliados - PSOL, PDT, PCdoB, Rede - em um evento de tons de coalizão de esquerda em torno da liberdade do ex-presidente, que completaria um ano preso no dia seguinte.

    A militância petista celebrou a vinda de seu última candidato presidencial, mas é flagrante que o retorno de Haddad gerou impacto menor do que o estimado - a palestra do psolista Guilherme Boulos na UFSC, mês passado, teve maior adesão e até reações críticas à direita que não registraram desta vez.

    A primeira passagem de Haddad por Florianópolis foi em março de 2018, na caravana que trouxe Lula a Florianópolis para um comício no largo da Catedral. Petistas e simpatizantes vieram do Estado todo para tomar aquele espaço, um verdadeiro comício do ex-presidente. Já apontado como plano B para caso de a candidatura de Lula ser barrada pela Justiça Eleitoral, Haddad fez um discurso discreto e pouco chamou atenção. Em setembro, a estrela era Haddad - já candidato ao Planalto. O local era o mesmo, mas o público já era visivelmente menor. No segundo turno, o petista perdeu por acachapantes 76% a 24% entre os catarinenses.

    A campanha eleitoral fez de Haddad uma espécie de herdeiro de Lula e assim ele se comporta - inclusive nessas caravanas Lula Livre. Mas a questão que surge é como essa esquerda vai conseguir falar para além dos seus e se é mesmo o PT quem vai liderar esse processo. Sem isso, não vai se reorganizar para fazer frente à onda conservadora - que é maior do que Bolsonaro.

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