publicidade

Navegue por
Upiara

Movimentações partidárias

Herdeiros do pefelismo em SC, PSB e DEM movimentam a política estadual

Compartilhe

Por Upiara Boschi
10/05/2019 - 06h00 - Atualizada em: 10/05/2019 - 06h00
PFL era uma das principais forças políticas de SC, foi esvaziado e teve seus herdeiros espalhados por siglas como PSB, PSD e DEM. (Foto: Glaicon Covre/Agência RBS e Rogério Pires/Agência RBS)

Vou falar de pefelismo nesta coluna. Não se trata de um resgate histórico sobre o PFL, Partido da Frente Liberal, mas da constatação de que a velha sigla é o que têm de comum duas das mais interessantes movimentações partidárias em andamento no Estado. A fuga dos catarinenses do PSB e a reconstrução do DEM estadual.

Dissidência do antigo PDS/Arena que deu base política ao regime militar, o PFL era a terceira força do Estado sob a liderança de Jorge Bornhausen e Vilson Kleinübing. Desse grupo saiu Raimundo Colombo, eleito governador em 2010 quando a sigla já havia sido rebatizada para Democratas, o DEM, em uma tentativa de sobreviver naquela época em que a direita estava fora de moda no auge do governo Lula. Foi Colombo que liderou o esvaziamento quase completo da legenda ao levar todas as lideranças de peso para o PSD em 2011 - um partido mais ao centro, mas adequado à composição com o Planalto petista.

Leia mais sobre política

Em 2013, descontente com a aliança de Colombo com Dilma Rousseff (PT), Paulo Bornhausen encontrou no PSB - apesar do socialismo no nome - um lugar para abrigar uma espécie de pefelismo do século 21. Assim construiu o partido, saindo do zero para uma posição relevante no cenário catarinense.

Nas últimas semanas a fatura do não-alinhamento ideológico com a direção nacional chegou e todos acompanhamos os movimentos desse divórcio litigioso entre o grupo catarinense e cúpula. No último capítulo, quarta-feira, a destituída executiva estadual do PSB conseguiu uma liminar na Justiça para retomar a posição e afastar os membros indicados por Brasília. Não se engane, leitor. Ninguém está brigando para continuar socialista, entre aspas. Tudo agora é uma queda de braço em que a direção nacional tenta provar que houve fraude em desfiliações feitas por baixo dos panos para que não houvesse perda de mandato por infidelidade partidária, enquanto a direção estadual busca caracterizar perseguição por parte de Carlos Siqueira, presidente nacional da sigla. Quem emplacar a tese, fica com os mandatos de deputado estadual e federal em jogo.

Em outra área, o herdeiro oficial do PFL vai juntando os cacos. Filiou na quarta-feira os prefeitos de Chapecó, Luciano Buligon, e de Bombinhas, Paulinho Muller. Sob comando estadual do ex-deputado federal João Paulo Kleinübing e com a bênção de Rodrigo Maia e ACM Neto, o partido vai ganhando corpo. O deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) está próximo de se juntar ao time.

Deixe seu comentário:

Upiara Boschi

Upiara Boschi

Upiara Boschi

Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

publicidade

publicidade

Mais colunistas

publicidade

publicidade

Navegue por
© 2018 NSC Comunicação
Navegue por
© 2018 NSC Comunicação