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    Semelhanças e diferenças das primeiras passagens de Lula, Dilma e Bolsonaro por SC após eleitos

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    Upiara
    Por Upiara Boschi
    04/05/2019 - 05h00 - Atualizada em: 04/05/2019 - 13h44
    (Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense)

    Em meio às rotineiras polêmicas e discussões de seu curto mandato, a rápida passagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) por Santa Catarina na quinta-feira deve ter sido um momento de bálsamo – revivendo aqueles dias de popstar em meio à multidão que marcaram os dias de campanha eleitoral antes do atentado em Juiz de Fora. No Estado que lhe deu 75% dos votos válidos no segundo turno contra o petista Fernando Haddad, o presidente estava em casa.

    Entre os visitantes encontro do tradicional encontro dos Gidões, em Camboriú, é muito provável que esse impressionante percentual fosse até maior. Bolsonaro falou em um tom semelhante ao dos 100 dias de governo, uma exaltação à pátria e aos valores conservadores. A primeira visita a Santa Catarina do presidente Bolsonaro a Santa Catarina teve como marca simbólica a escolha do lugar e do público. Não veio inaugurar ou prometer obras, é cedo. Mas expôs os valores de seu governo.

    De certa forma, foi o que fizeram os petistas Lula e Dilma Rousseff em suas primeiras visitas ao Estado. Em 15 de março de 2003, ainda no embalo do apoio que ajudou Luiz Henrique da Silveira a vencer Esperidião Amin na disputa pelo governo no ano anterior, Lula escolheu Joinville como local e o aniversário de três anos do Balé Bolshoi como evento.

    Como Bolsonaro, não tinha obra, mas tinha um símbolo: participou de um jantar de arrecadação de fundos para o programa Fome Zero e visitou as cozinhas comunitárias do padre Luiz Facchini. Naqueles primeiros dias de governo petista o combate à fome dava o tom dos discursos e ações.

    Em 10 de junho de 2011, na primeira visita de Dilma Rousseff já tinha um tom de entregas, prestação de contas e promessas. Não era um governo que começava do zero, mas uma continuidade de projeto. Assim, a petista veio a Blumenau inaugurar 580 moradias do Minha Casa, Minha Vida e mais uma vez prometer a duplicação da BR 470 – obra com que ela já havia se comprometido com prazos não alcançados quando ainda era ministra. Aos blumenauenses, Dilma disse que concluir a duplicação era “questão de honra”. Não concluiu.

    Bolsonaro viveu um dia de festa entre os seus na quinta-feira, mas precisa saber que a cobrança virá. Presente ao evento, o governador Carlos Moisés (PSL) reforçou ao aliado a cobrança pelas obras de infraestrutura – talvez a maior dívida da União com Santa Catarina. A primeira visita, como sempre, será só uma primeira visita.

    Leia também: Da Oktoberfest aos encontros evangélicos: as passagens de Bolsonaro por Santa Catarina

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