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Udo Döhler é destaque no primeiro evento do MDB sob comando de Maldaner

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Por Upiara Boschi
08/07/2019 - 06h00 - Atualizada em: 08/07/2019 - 09h50
Prefeito de Joinville é o destaque do primeiro evento do partido sob direção de Celso Maldaner e diz que não tem “vergonha de ser do MDB”. (Foto: Salmo Duarte / A Notícia)

Em 2016, o MDB catarinense saiu das eleições municipais festejando a tradicional liderança no número de prefeitos eleitos e, em especial, a conquista dos dois maiores colégios eleitorais do Estado. Em Joinville, o reeleito Udo Döhler virava nome natural para concorrer ao governo, enquanto em Florianópolis despontava Gean Loureiro como liderança da elite do partido.

Enredado em suas tramas de caciques, disputas internas e externas, o MDB perdeu a chance de lançar Döhler candidato ano passado. Ficou em terceiro lugar com o ex-deputado federal Mauro Mariani (MDB), colhendo nas urnas o desgaste dos escândalos da cúpula nacional e dos 16 anos entranhado na máquina do Estado com os governos Luiz Henrique (MDB) e Raimundo Colombo (PSD). Esse desgaste foi a justificativa para a desfiliação de Gean Loureiro no final de maio deste ano. O MDB - o 15, o manda brasa - passara a ser um problema para quem, como ele, deseja disputar as eleições ano que vem.

Espremido entre Mariani e o então governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), Udo saiu do tabuleiro em fevereiro do ano passado. Recolheu-se a Joinville e trabalhou pela eleição de Fernando Krelling (MDB) a deputado estadual - bem-sucedido. Deve ser ele o candidato a sucessor do emedebista. Nesse contexto, era de se esperar que ele também buscasse se afastar da sigla.

O encontro de prefeitos e vices do MDB-SC, realizado no sábado em Curitibanos, mostrou o contrário - um Döhler engajado e emedebista. Era o primeiro evento de peso sob a presidência do deputado federal Celso Maldaner, que venceu o senador Dário Berger na convenção com a promessa de reaproximar o partido das bases, dos prefeitos e vereadores. Ao fim do encontro, Döhler pediu a palavra - já havia feito seu discurso em que ressaltaram que o MDB é o “partido do braço e do abraço” - para ressaltar aquele momento.

— Como foi bom vir aqui num dia frio, mas com temperatura positiva. Como foi bom ouvir que aqui ninguém tem vergonha de ser do MDB. Como foi bom participar dessa reunião leve, convergente. Saio daqui convencido de que em 2020 nossos resultados serão altamente positivos - disse o prefeito joinvilense.

Prestes a completar 76 anos, é provável que Döhler não seja candidato ao governo em 2022. Mas é, no mínimo, um símbolo. O empresário bem-sucedido que abraçou a política e que passa por ela sem escândalos. No sábado, ele fez um gesto ao partido em momento de reconexão com as bases. A política vive de símbolos e gestos.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

upiara.boschi@somosnsc.com.br

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