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Deficiência

Chapeuzinho Vermelho cadeirante: a inclusão por meio das histórias infantis

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Por Viviane Bevilacqua
28/11/2018 - 12h40 - Atualizada em: 28/11/2018 - 20h39
Secretaria Municipal de Educação, Divulgação

Chapeuzinho Vermelho era linda, meiga, carinhosa? Sim, ela era tudo isso. E era cadeirante também. Essa é a história que os professores do Núcleo de Educação Infantil Idalina Ochôa, de Florianópolis, contaram para as crianças, utilizando o teatro de sombras. A peça foi uma adaptação de um dos livros da coleção “Era uma vez um conto de fadas inclusivo”, escrita pelo fisioterapeuta Cristiano Refosco. O objetivo dos professores _ e também do escritor _ é despertar na criançada a empatia, a sensibilidade e o cuidado que todos devem ter com as pessoas com deficiência. A escola possui 169 alunos, sendo uma estudante cadeirante, outra com deficiência motora, três autistas e uma com deficiência intelectual.

A coleção de Refosco traz ainda os títulos “Branca Cega de Neve”, “João sem braços e o pé de feijão”, “O Pequeno Polegar que não conseguia caminhar”, “Cinderela sem pé”, “Pinóquio das muletinhas”, “O segredo de Rapunzel”, “Cócegas na floresta - João e Maria”, “A Bela Amolecida”, “Aladown e a lâmpada maravilhosa” e “Alice no país da inclusão”. A coleção também conta com um cd com áudio-livro e audiodescrição das histórias, para as crianças e adultos que possuam deficiência visual.

Uma bela iniciativa deste fisioterapeuta gaúcho, que teve a ideia de apresentar o universo das pessoas com deficiências para as crianças utilizando de personagens que já lhes são familiares. Para Refosco, a inclusão destas crianças nas escolas ainda é muito mais um conceito teórico do que prática. Existe uma legislação que determina que as crianças com deficiência sejam aceitas nas escolas regulares, mas na maioria dos casos não existe investimento em tecnologia assistiva, adaptações do meio físico e formação de profissionais (educadores e monitores) para receber esses alunos. “Incluir uma criança com deficiência na sala de aula é muito mais do que colocá-la sentada no meio dos seus coleguinhas sem deficiência. É proporcionar maneiras para que ela interaja com o meio e vice-versa e que consiga usufruir do direito de ser educada”, diz ele.

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(Foto: )

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