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Comportamento

Idosos não se enxergam como "coitadinhos", diz pesquisa

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Por Viviane Bevilacqua
08/10/2018 - 14h23
Divulgação

Dias atrás estava no cinema com uma amiga quando apareceu na tela um ator francês que ela gostava, e que já não via há muito tempo. A primeira reação dela foi dizer” Nossa, coitadinho, como ele está velho”. Na hora, achei graça do desapontamento dela, mas depois fiquei pensando: coitadinho por que? O cara está lá, saudável, trabalhando, fazendo provavelmente aquilo que gosta. Ficar com pena dele ter envelhecido e exibir uma cabeça branquinha? Sorte a dele! Quem dera todas as pessoas tivessem a graça de morrer já idosas, para poderem desfrutar bastante tempo da vida, mesmo que ela não seja sempre um mar de rosas ou um poço de tranquilidade.

É estranho como os mais jovens sempre pensam nos idosos como “uns coitados”, cheios de limitações. Estranho principalmente porque se você perguntar para os mais velhos, a maioria deles vai dizer que é feliz com a vida que tem. Quer uma prova? Para entender como os idosos enxergam essa fase da vida, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizaram uma pesquisa, em todas as capitais, com a população acima dos 60 anos. O levantamento revela que em cada dez entrevistados, oito encaram a terceira idade de forma positiva e, atribuem, em média, nota oito para o grau de felicidade com o atual momento. Os sentimentos positivos que eles mais vivenciam nesse estágio de vida são tranquilidade, felicidade, disposição para realizar atividades do dia a dia, independência e produtividade para manter-se ativos.

A pesquisa demonstra que, ao contrário de décadas atrás, pertencer à terceira idade hoje em dia não significa, necessariamente, sentir-se velho. De modo geral, 75% dos idosos atribuem à essa etapa da vida características positivas como ter mais sabedoria, orgulho das próprias realizações e sensação de dever cumprido. Embora 42% dos entrevistados não tenham respondido o quanto esperam viver, a expectativa entre os que responderam é de 90 anos, em média.

Isso não significa que não existam problemas relacionados ao envelhecimento. O s atributos negativos mais comentados na pesquisa foram a perda da saúde, falta de oportunidades no mercado de trabalho e o desrespeito por parte dos mais jovens. Mas todos estes itens foram lembrados por menos de 20% dos entrevistados. “Os brasileiros estão envelhecendo melhor. Hoje, a população acima de 60 anos está mais ativa, gosta de manter um bom convívio social e de estar bem informada, além de ter uma preocupação maior com a aparência e até fazer planos para o futuro, porque ainda espera viver muito mais”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Que bom!

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