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Comportamento

Marketing pessoal: um poderoso aliado, se for bem utilizado

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Por Viviane Bevilacqua
04/12/2018 - 11h30 - Atualizada em: 04/12/2018 - 11h30
Divulgação

Um dia um médico muito conhecido na cidade, e que admiro demais, me disse uma frase que eu jamais esqueci: você nunca vai me ver por aí andando de bermudas ou chinelo, ou bebendo em público. Perguntei o porquê, já que moramos numa cidade com praia e todo mundo merece momentos de descanso e lazer. Ele respondeu: “Eu tenho uma imagem a zelar, uma imagem que construí durante mais de 30 anos, e que me deu credibilidade e seriedade. Perante meus pacientes e suas famílias faço questão de manter sempre esta imagem de profissional sério e respeitável”.

Na hora, achei que era um pouco de exagero, mas hoje vejo que não. Ele simplesmente estava trabalhando seu marketing pessoal. É assim que ele quer ser visto pelas pessoas e esta é a impressão que quer causar com a sua imagem. As bermudas, o chinelo e provavelmente a cervejinha (se bem que eu tenho quase certeza que ele prefere um bom vinho), deixa para os momentos de intimidade, em casa, quando o médico volta simplesmente a ser o marido, o pai e o avô, que também gosta de curtir outros prazeres da vida além da medicina.

O marketing pessoal é realmente poderoso. Ele pode tanto alavancar a nossa imagem quanto destruí-la, especialmente nesta era digital. As redes sociais geram visibilidade e oportunidades de negócio. Todos podem aproveitar o aumento de exposição para “se vender” e, quem sabe, lucrar com isso na sua vida profissional, mas alguns erros devem ser evitados. Ana Saragoça, diretora de uma agência de marketing digital dá alguns conselhos. O primeiro: Você não pode aplicar algo como profissional e praticar o oposto na vida pessoal. É o caso do médico que posta fotos fumando ou segurando bebidas alcoólicas.

Outra falha bastante comum: Tentar ser nas redes sociais quem você não é de verdade. A credibilidade, lógico, ficará afetada. E um último conselho: Habilidades humanas como a empatia, a criatividade e a personalização tornam um profissional insubstituível. “Em um mundo que pode ter 800 milhões de empregos substituídos pela automação, um bom marketing pessoal influencia a permanência no mercado”, alerta Saragoça.

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