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Comportamento

Os espertinhos do trânsito: um estresse a mais

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Por Viviane Bevilacqua
30/11/2018 - 10h30 - Atualizada em: 30/11/2018 - 10h30
Leo Munhoz/Agencia RBS

Eu estava sozinha no carro, esperando pacientemente que o trânsito andasse. Em frente à rodoviária de Florianópolis, fim de tarde. Traduzindo para quem não é da cidade e não está acostumado: um congestionamento enorme. Eu já estava há mais de meia hora na fila. Tudo certinho. Até que apareceu um motorista com um carrão importado e tentou cortar a minha frente, tipo me empurrando para o lado para ganhar passagem. Eu não deixei. Cada vez que a fila andava um pouco, eu grudava no carro da frente, não dando a chance do espertinho passar na frente de todos aqueles que estavam ali, também cansados e de saco cheio, esperando a sua vez de entrar na ponte. Por que ele não podia esperar, como todo mundo? O que ele tinha de melhor do que os outros? Se ninguém deixasse esse tipo de malandro se dar bem, talvez (quem sabe?) eles mudassem sua maneira de agir.

Só sei que quando ele passou por mim, já na ponte, fez vários gestos obscenos com as mãos, talvez imaginando que eu me chocasse com eles. Achei até engraçado, porque o cara ficou muito brabo. Provavelmente porque aquele homem não está acostumado a ser contrariado e a não ter as suas vontades satisfeitas. Mas não é só gente em carrão importado que acha que pode fazer o que quiser no trânsito não. Infelizmente, tem muita gente que pensa que é a dona da rua, que para aonde bem entende, que não liga a seta quando vai dobrar uma esquina, que utiliza as duas pistas para trafegar, que tranca cruzamento complicando ainda mais o trânsito… Enfim, a lista é longa.

Leio sempre artigos comentando que o trânsito nas grandes cidades está insuportável, que a infraestrutura urbana não comporta mais tantos veículos nas ruas, que não há um planejamento adequado por parte dos órgãos competentes e que é preciso tomar medidas urgentes para que as cidades – especialmente as maiores – não entrem em colapso e o trânsito pare de uma vez por todas. Tudo isso é verdade. Mas é uma verdade incontestável, também, que muitos (maus) motoristas dificultam ainda mais as coisas. Na ânsia de tirarem vantagem, de fazerem os outros de bobos e se darem bem, só contribuem para tornar a situação ainda mais caótica. E gente metida a espertalhona é muito irritante. O trânsito, por si só, já é bem estressante. Não precisava deste reforço.

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