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Economia doméstica

São tantas as contas que, sem planejamento, brasileiro já começa o ano endividado

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Por Viviane Bevilacqua
22/01/2018 - 15h33 - Atualizada em: 22/01/2018 - 15h33
Finanças
(Foto: )

Passei pelo Centro da cidade e vi que todas as lojas que vendem material escolar estavam com muito movimento. Respirei aliviada por não ter mais filhos em idade escolar. Janeiro é um mês ingrato para o orçamento familiar, especialmente para quem tem filhos estudando. É matrícula, mensalidade, material, muitas vezes também precisa começar a pagar o transporte escolar, além de todas as outras contas que vencem nesta época, como o IPVA e o IPTU. Quem não se programa antecipadamente para estes gastos acaba já entrando no novo ano cheio de dívidas.

O grande erro é que despesas como essas deveriam ser programadas com antecedência, uma vez que são fixas, para que não se comprometa o orçamento, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira. “Como a maioria das famílias não faz isso, agora as despesas com a educação dos filhos terão que ser somadas a outros gastos, começando 2018 com dificuldades monetárias”, ressalta. Planejamento é um dos princípios básicos da educação financeira, ou seja, primeiro se poupa, depois se gasta, e não se gasta para então ver como fará para honrar com o compromisso, explica Domingos, que é autor de diversos livros, entre eles o best-seller Terapia Financeira.

Sobre o IPTU e IPVA, uma dúvida muito comum é em relação à condição de pagamento: à vista ou a prazo? O educador diz que primeiro é preciso saber em que situação financeira da família. Se estiver endividada ou equilibrada, mas sem sobras, já se sabe que não conseguirá realizar o pagamento inteiro de uma vez, restando o caminho do parcelamento. Agora, caso a situação financeira esteja mais confortável, a recomendação é de que o pagamento seja feito à vista, já que obterá descontos no IPVA e no IPTU. “Mas é importante ficar atento aos compromissos futuros. Muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?”, pergunta ele.

E um último lembrete: Evitar ao máximo recorrer a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro, pois isso apenas se tornará uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados.

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