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Orbitando Satélites

Orbitando

Satélites


Os satélites são objetos que orbitam corpos celestes. A Lua, por exemplo, é um satélite natural do nosso planeta, enquanto a Terra é um satélite natural do Sol. O desenvolvimento tecnológico da humanidade permitiu que fossem desenvolvidos satélites artificiais, fabricados especialmente para serem colocados em órbita ao redor da Terra e executarem diferentes funções, em altitudes que oscilam entre 500 e 40.000 km.

ELEMENTOS BÁSICOS

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PIONEIRISMO VERMELHO

O Sputnik I, lançado pela União Soviética em 1957, foi o primeiro satélite artificial enviado para orbitar a Terra, entre 200 e 900 km de altura. Apesar de as baterias do satélite terem durado apenas três semanas e ele ter caído de volta na Terra após três meses do lançamento, essa missão foi o primeiro passo da corrida espacial que culminou com a chegada segura de uma missão tripulada à Lua, em 1969.
Uma esfera de metal polida levou instrumentos a bordo, como bateria, transmissor de rádio e alguns sensores para verificar condições das camadas mais altas da atmosfera.
0,58m
84kg
2 antenas com 2,4m
2 antenas
com 2,9m
As antenas transmitiam sinais de rádio que puderam ser captados inclusive por operadores de radioamadores ao redor do planeta. As emissões foram os "beeps" mais famosos da história.
1957
Mais de
8.000
lançamentos
de satélites
2020
6.000
satélites
3.000
50%
operacionais

VELOCIDADE ORBITAL

A única maneira de fazer com que um satélite fique nas proximidades da Terra sem cair devido à atração gravitacional, é colocá-lo em movimento com uma velocidade orbital que depende da altura do mesmo. Quanto mais longe, menor a velocidade necessária para mantê-lo em órbita.
TERRA
HUBBLE
7,5 km/s
SATÉLITE GPS
4 km/s
LUA
1,0 km/s
Velocidade orbital cada vez menor

AO REDOR DA TERRA

Conheça alguns satélites que orbitam nosso planeta.





Lua
1,0km/s
384.400





SATÉLITES DO SISTEMA GPS
20.000 km / velocidade: 4 km/seg São mais de 30 equipamentos operacionais orbitando a Terra com esta finalidade. Seus movimentos são calculados para que, a todo instante, tenha ao menos quatro satélites com possibilidade de comunicação com um receptor do usuário, pois é esse o número mínimo de sinais a serem recebidos para se determinar a posição com precisão.

20.000


NANOSATC-BR1
Altitude: 600 km / Velocidade: 7,5 km/seg Este satélite pertence a uma nova categoria chamada “cubesats”, projetado seguindo a tendência da miniaturização. Esse tipo de satélite tem um tamanho da ordem de 10x10x10 cm e pesa, no máximo, 10 kg. O NanoSatC-BR1 foi o primeiro brasileiro lançado nessa categoria, em 2014, e está ativo até os dias atuais.


EXOSFERA: a camada de transição gradativa entre atmosfera terrestre e o espaço sideral.
600 km


TELESCÓPIO ESPACIAL HUBBLE
Altitude: 550 km / Velocidade: 7,5 km/seg Nesta altura, consegue estudar e fazer fotografias do espaço sem a interferência das nuvens e efeitos da atmosfera. Cada volta em torno da Terra dura 1h30min.

550 km


ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL
Altitude: 400 km / velocidade: 7,5 km/seg
Foi montada de forma modular ao longo de várias missões entre 1998 e 2011, e, atualmente, possui o tamanho de um campo de futebol. Abriga seis astronautas e os suprimentos são levados por meio de missões espaciais. Lá se realizam experimentos em ambiente capaz de simular microgravidade. Completa 15 voltas por dia ao redor da Terra.

400 km

85 km
MESOSFERA: a parte mais baixa possui atmosfera tão rarefeita que a pressão é cerca de 1% da pressão ao nível do mar. É onde ocorre a queima dos meteoros.
50 km
ESTRATOSFERA: é onde está presente a camada de ozônio, entre 20km e 30km de altura, capaz de filtrar boa parte da faixa perigosa de ultravioleta recebida pela luz solar.
10 km
TROPOSFERA: camada mais baixa da atmosfera, onde ocorre a maioria das nuvens e fenômenos climáticos. É onde voam os aviões comerciais.

CÉU LOTADO

Há preocupações acerca de empresas privadas em lançar milhares de satélites para orbitar a Terra nos próximos anos. Além de poderem se tornar visíveis no céu noturno, também podem passar a interferir cada vez mais no estudo do universo, pois atrapalham a captação de sinais e imagens em telescópios localizados na superfície do planeta. De qualquer maneira, nossos sistemas de comunicações e tecnologias estão bastante associados às operações dos satélites na órbita terrestre. É preciso encontrar maneiras que garantam seu funcionamento adequado com o mínimo de impacto nas demais atividades que nossa sociedade precisa desenvolver.

Orbitando Sondas

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