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    Memória

    20 anos depois: Morador na praia da Vigorelli recorda o momento da queda do avião do dono da Busscar

    Ele contou como foi assistir, ao lado dos clientes de seu restaurante, ao acidente que causou a morte de Harold Nielson, de Joinville, e de dois tripulantes

    30/10/2018 - 03h00 - Atualizada em: 30/10/2018 - 08h59

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    Por Redação NSC
    Nito lembra do clarão que apareceu no morro à frente do restaurante dele, na hora em que o avião colidiu
    Nito lembra do clarão que apareceu no morro à frente do restaurante dele, na hora em que o avião colidiu
    (Foto: )

    Era uma noite chuvosa quando o avião bimotor que trazia o então presidente do Grupo Busscar, Harold Nielson, de volta para casa, não conseguiu pousar no aeroporto de Joinville e bateu contra o Morro do Caju, entre as cidades de Garuva, São Francisco do Sul e Joinville. O acidente ocorreu há exatamente 20 anos, em 30 de outubro de 1998.

    Para quem estava naquele dia às margens da Baía da Babitonga, as imagens estão preservadas na memória com riqueza de detalhes. Edegar Monteiro de Magalhães é um deles. Aos 79 anos, Nito, como é conhecido, recorda com precisão o que ocorreu pouco antes das nove da noite, no momento do choque do avião contra o morro à frente do restaurante dele, o Nito's Bar, que estava cheio de clientes, tal qual descrevem as páginas dos jornais preservados no Arquivo Histórico de Joinville.

    — Tinha um chuvisco na hora e avistamos o avião voando bem baixinho. Ele levantou por cima da mata, forçando o motor, quase passou, mas chegou ali (no morro, cerca de 100 metros acima do nível do solo) e bateu. Deu aquele “clarão” e acabou — afirma.

    Na sequência, quem estava na petiscaria de Nito tentou ajudar como pôde. Nito lembra que foi seu genro Mauro Araújo, na época com 30 anos, que ligou para o aeroporto e perguntou o que podia ter acontecido. Como resposta do comando do terminal, ouviu que eles "estavam se comunicando com o piloto do avião da Nielson, mas a conexão saiu fora do ar e perderam contato com a aeronave". Não restavam dúvidas, era o mesmo avião.

    De acordo com reportagem do "AN" nos dias que sucederam a queda, a comunicação final relembrada por Edegar trazia a última mensagem do piloto captada pela sala de rádio do aeroporto de Joinville. Emitida às 20h34min, dizia:

    — Estou a 3 mil pés, iniciando o procedimento de pouso.

    O avião teria tentando então arremeter, sem sucesso. Cerca de 20 minutos depois do contato dos moradores da Vigorelli com os controladores de voo, dezenas de repórteres, policiais, representantes da Infraero e bombeiros voluntários chegavam ao local para o resgate na montanha.

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