Com o final do ano chegando, muitas famílias começam a se preocupar com a escolha de uma nova escola para os filhos, seja por uma eventual mudança de cidade ou bairro, motivos financeiros ou, até mesmo, por uma certa insatisfação dos métodos escolares da atual instituição. E, como muitos sabem, todo esse processo de definição exige uma análise minuciosa.

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Segundo o educador e psicólogo Rossandro Klinjey, cofundador e embaixador da Educa (instituição que incentiva soluções para o desenvolvimento de competências socioemocionais em crianças e jovens no Brasil), a busca pela escola ideal deve contar necessariamente com a avaliação do corpo docente, a metodologia e as atividades extracurriculares.

“Mas não é apenas isso. Todo cuidado é pouco na hora de escolher uma nova instituição de ensino, afinal, é nela que a criança passará boa parte do dia e onde vai desenvolver suas principais habilidades e características pessoais”, acrescenta o profissional.

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Pensando nessas dificuldades, o especialista lista 4 dicas que vão além do trivial para os pais e responsáveis realizarem a escolha da nova escola para os filhos. Confira:

1. Verifique o espaço físico da instituição

As escolas devem oferecer um espaço físico adequado para a prática de atividades educacionais dinâmicas e interativas, como também devem contribuir para o bem-estar dos estudantes. Além disso, é importante ter em mente que é nesse espaço que o projeto pedagógico da instituição será colocado em prática. Com ambientes amplos e bem distribuídos, as crianças tendem a se sentir bem e mais seguras, independentemente da idade. 

2. Busque escolas que se encaixem nos valores da família

É muito importante que o colégio siga uma linha educacional parecida com a que os pais estimulam em casa. Assim, tanto os pais quanto a escola podem manter uma comunicação ativa durante o desenvolvimento da criança.

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Vale ressaltar ainda que, além de procurar escolas que se encaixem no perfil de valores que permeiam a família, é fundamental também considerar a opinião da criança nesse processo, principalmente se a instituição estará de acordo com os interesses dela.

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Crianças sorrindo fazendo hi five
Pesquisa aponta que crianças que são submetidas a atividades socioemocionais tem melhor desempenho escolar (Imagem: Ground Picture | Shutterstock)

3. Observe se a escola oferece atividades socioemocionais

Um ponto cada vez mais imprescindível no momento de definição é avaliar se a escola oferece atividades voltadas ao cuidado emocional. Hoje já é consenso que o estímulo à temática ajuda os alunos a desenvolverem habilidades cognitivas e voltadas para uma formação de integração, relacionadas à empatia, foco e responsabilidade, capacidade de lidar com frustrações e liderança, habilidades essas tão importantes quanto aulas de Matemática, Português e Ciências.

Para se ter uma ideia, um recente estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou os níveis de autocontrole, empatia, autoconhecimento e habilidades sociais em alunos que tiveram acesso a conteúdos voltados ao desenvolvimento socioemocional.

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O levantamento verificou impactos positivos em todos os domínios avaliados: em empatia cognitiva emocional, variou 2,3%; em autoconhecimento, aumentou 13,5%; autocontrole, 13,9%, e as habilidades sociais, 7,2%.

Não só isso, uma pesquisa do departamento de psicologia da Universidade de Chicago (EUA) revelou que alunos submetidos ao aprendizado de competências socioemocionais obtiveram uma melhora de 11% em suas notas escolares.

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4. Avalie as práticas de inclusão da entidade

Outro ponto primordial é avaliar se a instituição realmente valoriza e respeita a diversidade, proporcionando um ambiente acolhedor e inclusivo. É importante escolher um colégio que adote medidas para atender às necessidades dos estudantes, assegurando um espaço favorável ao desenvolvimento de todos, o que também favorece a formação integral dos alunos.

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Por Catarina Pace

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