A queda de temperatura do outono não afeta somente os humanos. Os animais de estimação também são afetados pela mudança de temperatura. E, apesar de muitos acreditarem que os pelos, penas e até o habitat natural da água os protege, a situação não é tão simples. Isso porque a resistência ao frio depende de outros fatores, e não apenas das características físicas ou do local em que os animais vivem.

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“Os fatores mais importantes são idade, raça, peso, tipo de pelagem e o porte. Por exemplo: em uma temperatura de 15ºC, um cão da raça pinscher pode dar sinais comportamentais de que está com frio, como tremores e prostração. Já um da raça pastor alemão fica confortável, sem alterações que indiquem o desconforto térmico. Mas devemos redobrar nossa atenção a partir dos 10ºC de temperatura”, alerta a veterinária Ana Laura Barros, especializada em clínica e cirurgia de pequenos animais e supervisora e responsável técnica no Centro Médico Veterinário, da Faculdade Una Itabira, em Minas Gerais.

Por isso, a seguir, confira 4 cuidados indispensáveis para proteger os animais do frio!

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1. Preste atenção na saúde dos animais

A especialista explica que, assim como os humanos, os animais que possuem alguma comorbidade, como problemas articulares, precisam de atenção redobrada nos dias frios, pois as condições podem ser pioradas com a queda da temperatura. “Além do mais, fique em alerta com as doenças de maior disseminação nessa época do ano, como gripes, cinomose e demais doenças respiratórias”, exemplifica Ana Laura Barros.

2. Forneça uma alimentação de qualidade

Outra questão importante no cuidado com os pets no frio é a alimentação, que deve ser de boa qualidade. “Isso é essencial para manter a temperatura corporal, além de uma boa saúde da pele e dos pelos, para evitar problemas dermatológicos devido ao tempo seco. Caso seja um animal que fique menos ativo nos dias frios, deve-se fazer a manutenção da quantidade de comida para evitar o sobrepeso”, orienta a profissional. No caso das aves, deve ser oferecida uma alimentação mais energética e com mais calorias.

Banho de sol ajuda a manter a temperatura corporal das aves (Imagem: Lurtrat R | Shutterstock)

3. Ofereça banho de sol para as aves

A veterinária explica que as aves têm uma temperatura corporal elevada, maior que a dos mamíferos em geral. Mas que, ainda assim, elas também sentem frio. “Devemos aproveitar as horas de sol e colocá-las para tomar um ‘banho de sol’. Já em invernos rigorosos, com dias sem sol, a recomendação é colocar luz artificial própria de uso veterinário, que emita calor específico, para imitar a luz solar. Além disso, é importante evitar locais com correntes de vento, cobrir os viveiros e oferecer uma proteção extra no período noturno”, indica.

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4. Verifique a qualidade da água dos peixes

Para os peixes, a veterinária recomenda verificar sempre a qualidade da água do aquário. “É preciso conferir a temperatura; evitar trocar grandes volumes de água para evitar o choque térmico; utilizar rações com nutrientes diferenciados, a fim de proporcionar uma melhora na imunidade desses animais. E sempre fazer o controle de pH (medida do grau de acidez ou alcalinidade da água), da amônia, do oxigênio, do nitrito, entre outros parâmetros de qualidade”, recomenda Ana Laura Barros.

5. Outros cuidados durante o outono

Além dos cuidados mencionados, os tutores também podem adotar algumas práticas simples, como:

  • Proteger o animal do vento e do tempo;
  • Priorizar passeios nos horários menos frios;
  • Utilizar cobertores e mantas nos locais em que os pets vivem;
  • Não dar banhos em excesso;
  • Manter a vacinação e os cuidados médico-veterinários em dia;
  • Ficar atento aos efeitos do tempo seco na pele e nos pelos.

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Antes de adotar qualquer medida é necessário consultar um profissional e, ao procurar informações na internet, buscar fontes confiáveis. “Hoje em dia, com a internet, temos inúmeros profissionais à disposição para informações nas redes sociais. Basta verificar se são médicos veterinários especialistas na espécie em questão ou se são criadores certificados e regulamentados”, concluí a veterinária Ana Laura Barros.

Por Elemara Duarte

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