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    TOP OF MIND

    6 publicitários falam sobre o que os empresários podem aprender com os desafios de 2020

    Saiba como os ensinamentos podem moldar o futuro e quais são as expectativas para 2021

    25/11/2020 - 15h31 - Atualizada em: 03/12/2020 - 15h46

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    Por Estúdio NSC
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    Que 2020 não foi um ano fácil não é novidade para ninguém, mas todo desafio pode trazer aprendizados. Para falar sobre o tema, entrevistamos seis publicitários das agências mais lembradas de Santa Catarina, que falaram não só sobre as dificuldades que tiveram que ser superadas neste ano pelas empresas mas também sobre a necessidade de implantar o trabalho em regime home office, de adaptação constante às novas demandas e de diminuição dos custos.

    Para 2021, as expectativas são positivas. Confira os principais insights desses profissionais.

    Consumismo desenfreado começou a ser questionado

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    Daniel Araújo, CEO da D/Araújo Comunicação

    O que era futuro virou realidade. E quem não mudou ou não percebeu essa mudança já está ficando para trás. O consumismo desenfreado passou a ser questionado pela população, que busca cada vez mais se relacionar com empresas sustentáveis. A vida baseada no lucro a qualquer custo está enfraquecendo consideravelmente.

    Hoje, as pessoas se preocupam de onde vem a matéria prima, os recursos que são utilizados no processo, se a empresa tem um programa de conscientização ambiental, se valoriza os funcionários, se promove ações sociais e por aí vai.

    — Nesse novo normal, a responsabilidade social está muito mais em evidência. A pandemia só fez acelerar algo que o Mundo estava precisando: de pessoas mais conscientes e humanas. As empresas precisam perceber essa mudança e atuar junto a esse novo cenário. Após um ano tão desafiador, a expectativa para 2021 só pode ser positiva. As empresas tiveram que se adaptar com uma tecnologia que passou a ocupar um protagonismo ainda maior em nossas vidas. Mesmo antes da pandemia, a inovação já se mostrava ser essencial para o sucesso de um negócio. Agora, ela se tornou determinante. E esse é um fator positivo, que fez todos se reinventarem e se prepararem para um futuro próximo.

    Limite geográfico já não é o fator principal para se contratar um serviço

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    Felipe G. Malta, fundador e VP Executivo da 9mm Comunicação

    Com a dificuldade aprendemos muita coisa nova que poderia ter sido eficaz mesmo antes da Covid-19. A economia com o trabalho remoto, por exemplo, também com a contratação de profissionais de outras partes do Brasil que talvez não teríamos trabalhado antes, e atender clientes de outras regiões sem o tabu da distância geográfica.

    O que percebemos hoje é que esse limite geográfico já não é fator principal para se contratar vários tipos de serviço. Clientes de outros Estados nos procuraram sem nenhum impedimento. É como se fôssemos vizinhos da mesma rua.

    — Para isso tivemos que criar novos métodos de atendimento, inovar com novas ferramentas de trabalho e intensificar nossos estudos em novas tecnologias. Hoje nossa estratégia prevê muito mais trabalhos fora de nossa região do que antes da pandemia. As expectativas são melhores para o cenário empresarial em 2021. Sempre fui otimista e considero isso fundamental para o momento. O mercado é feito de otimismo. Estão surgindo novos produtos, novas maneiras de serviços e a tecnologia está nos proporcionando um cenário de criatividade imenso. Os limites estão sendo restabelecidos e é isso que nosso país tem que pensar: como transformar essa pandemia em mundo melhor, mais produtivo e mais criativo. Ensino remoto de qualidade, e-commerce de diversas formas, tecnologia 5G mais próxima... Acredito que teremos uma vida melhor depois disso tudo.

    Capacidade de adaptação rápida será a chave para estar alinhado a esse novo cenário

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    Juarez Beltrão, sócio da agência Beltrão Mazzuco

    No campo da tecnologia, não existe mais “meio termo”. As empresas precisam olhar para a frente e investir, tanto em tecnologia propriamente dita, quanto em pessoas capazes de extrair o melhor dessa tecnologia. A decisão certa significa se a empresa vai “fazer poeira, ou comer poeira”, homenageando o publicitário Júlio Ribeiro. O mercado consumidor também mudou e muito. O consumidor tem ficado mais exigente ano a ano. E essa capacidade de adaptação rápida será a chave para estar em alinhamento com esse novo cenário. Muitos fatores que fogem ao controle das empresas e dos gestores podem contribuir – ou não – para que tenhamos um ano de 2021 melhor. O governo e Congresso com suas (in)decisões macroeconômicas podem ajudar ou atrapalhar muito. Vamos aguardar. Mas creio que as empresas que sobreviveram ao Tsunami de 2020, e, portanto, aprenderam alguma coisa, essas empresas terão mais chances de fazer um ano melhor.

    Uma certeza é que os custos fixos foram dissecados e reduzidos ao máximo. O desperdício foi exposto e eliminado. Só isso já representa um fator importante de expectativa de resultados positivos para 2021.

    — A experiência forçada do trabalho remoto para alguns segmentos será aperfeiçoada, aumentando a eficiência, reduzindo custos das empresas e dos profissionais. As experiências bem sucedidas de vendas online foram ampliadas para segmentos até então impensados, não importando o porte da empresa, seja de varejo, atacado, serviços ou até mesmo da indústria. Mas como prognóstico, acredito que 2021 será melhor, mais produtivo e mais previsível que esse atípico 2020.

    Transformação necessária e constante

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    Fábio Luciano Schmitz, Diretor Geral da Seven Comunicação

    — Em pesquisa recente, a McKinsey traz a velocidade organizacional como o mais importante atributo de uma empresa durante e pós a Covid 19. Acredito que incutimos a ideia de transformação necessária e constante. Esse hábito deve ser mantido e deve se mostrar como o grande desafios das organizações.

    As organizações deverão se manter em constante transformação para aumentar a velocidade com que conseguem ajustar sua direção estratégica. Um mundo muito mais mensurável contribui para um crescimento da cultura ágil, que permite melhorias incrementais e constantes nos principais indicadores de negócio.

    — Nesse contexto, as divisões organizacionais pouco eficazes e a lentidão na tomada de decisão tornam-se os grandes desafios. É nosso principal objetivo na Seven hoje desenvolver uma organização que consiga tomar decisões de forma mais rápida, melhorando a colaboração entre departamentos e aumentando o uso de tecnologia. Acredito que as empresas que continuarem se adaptado e antecipando às necessidades de seus clientes são as que irão prosperar. O propósito se tornará cada vez mais relevante na geração de experiência do cliente. Uma mentalidade de startup deve modelar um modelo operacional ágil, trazendo velocidade de entrega e análise de resultados através de tecnologia e meios digitais.-

    Relacionamento: palavra essencial em 2020

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    Gabriel Krieger, sócio da Vouk Comunicação

    — As empresas estreitaram o relacionamento com seus clientes ao mostrarem o quanto se importam com sua saúde e bem-estar e o quanto se solidarizaram com a situação brasileira em geral. E nós da Vouk, mostramos a importância de estreitar relações com os clientes.

    Nunca estivemos tão próximos, propondo soluções, fazendo reuniões estratégicas, não como um parceiro de publicidade, mas como um agente de novos negócios.

    — Também conseguimos mostrar aos clientes a importância do marketing digital, que fez os negócios crescerem exponencialmente. Foi uma grande oportunidade para alavancar os negócios on-line. O cenário de mercado mudou. O marketing digital, que já era uma grande opção de vendas, tornou-se alternativa quase obrigatória para as marcas que desejam se destacar no mercado. Mesmo com a vacina que fará a prevenção da coronavírus a partir de 2021, ainda viveremos algum tempo à sombra do que foi a pandemia e acreditamos, sim, que as compras on-line continuarão a ser preferência do consumidor brasileiro. Já estávamos em investimento crescente em nossa equipe digital e agora, mais do que nunca, nossos olhos estarão voltados a estas novas mídias. A confiança que os clientes depositaram na agência ao propor soluções estratégias vai continuar fortalecendo nosso relacionamento. Para 2021, a palavra é esperança. O pior já passou e enfrentamos todos os desafios com sucesso.-

    Necessidades de mercado devem servir para as empresas se orientarem

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    Samanta Tassotti, Diretora Executiva da Exit Comunicação e Negócios

    — Aprendemos a antecipar medidas de austeridade e direcionar um olhar ainda mais atento ao mercado, que tornou-se muito mais capaz de lidar com cenários adversos, visto que as empresas aceleraram seus mindsets com relação a adotar a inovação como uma constante de negócio. Sobre o mercado, o projeto Catalisadores da Mudança, desenvolvido pela Exit, reuniu os 6 principais vetores que impactam e continuarão impactando os negócios na era pós-pandemia:

    desmaterialização, compartilhamento, propósito, conscientização, simplicidade e gerações. Certamente cada um desses vetores terá como papel iluminar o caminho das empresas nesse novo cenário de mundo.

    — Do ponto de vista do marketing e da comunicação, temos duas máximas a seguir: os consumidores - que passaram a ter suas jornadas de compra ramificadas e novas necessidades que precisam ser amparadas em todas as etapas do processo de relacionamento; e os processos de digitalização através de dados e tecnologia, que passam a ser o principal vetor para transformar marcas e negócios de maneira eficaz. Se por um lado temos previsões de que a economia retorne o nível pré-pandemia somente em 2023, por outro lado a Exit se orienta especialmente pelas necessidades de mercado, que não param de crescer e trazer novas oportunidades, através de empresas que precisam repensar e remodelar seus negócios e transformar suas marcas. Entendemos que o momento mais difícil já passou, estamos superando e o otimismo é o que fala mais alto para 2021.

    Confira o que as marcas Top Of Mind fizeram para se manter protagonistas nesse ano de desafios.

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