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Entrevista

"A eleição só se ganha na última urna, e essa eleição provou isso", diz Gean

30/10/2016 - 20h30 - Atualizada em: 31/10/2016 - 09h43

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Por Redação NSC

Aos 44 anos, Gean Loureiro (PMDB) respira política desde os 19 anos, quando se tornou o vereador mais jovem da história de Florianópolis. Há quatro anos, perdia o segundo turno da eleição na Capital para o atual prefeito Cesar Souza Junior (PSD). Durante esse hiato, nunca escondeu que voltaria à disputa. Ontem, voltou para ficar.

O senhor chegou a achar que não iria ganhar a eleição?

Gean – Nós tínhamos a expectativa de um resultado difícil, mas a grande virada veio na apuração.

O senhor já tem alguma previsão de encontrar o prefeito Cesar Souza Junior?Gean – A transição começa imediatamente, nós temos somente dois meses para assumir o mandato de prefeito municipal. Amanhã (segunda-feira) cedo já vou solicitar uma audiência com o prefeito, na tentativa de que ele possa me receber amanhã (segunda) mesmo, para já iniciamos a transição. Nessa fase inicial, eu mesmo vou coordenar a transição. Obviamente que eu tinha sempre muita cautela para esperar o resultado, e a partir dali decidir o que fazer, porque a eleição só se ganha na última urna, e essa eleição provou isso. Agora é muito trabalho, não tem descanso. Espero ter saúde e disposição para enfrentar os desafios que virão pela frente.

O que o senhor espera do encontro com o prefeito Cesar Souza Junior, depois das seguidas críticas feitas pelo senhor a atual administração?

Gean – Agora, a campanha encerrou. A partir de agora, a população tem um prefeito eleito, e eu tenho a responsabilidade de chamar todos para conversar. Acabou a eleição. Agora é governar a cidade.

A prefeitura está numa situação delicadíssima, quebrada literalmente. Durante a campanha, o senhor fez várias promessas de resolver praticamente todos os problemas da cidade. Como o senhor pretende compatibilizar essa situação de falta de recursos com as soluções que o senhor aponta para a Capital?

Gean – É necessário fazer uma reestruturação da estrutura administrativa, reduzindo o custeio da máquina pública para permitir novos investimentos. Vai ser necessário fazer um grande ajuste e uma análise da situação de arrecadação da prefeitura, já que a população não suporta mais aumento de alíquota tributária. Precisamos arrecadar mais, reduzir o custeio, definir prioridades e permitir que Florianópolis possa novamente ter uma capacidade de investimento que está quase a zero. Quero dizer que eu tive muito controle, e muitos dos compromissos que desejavam que eu assumisse, eu não assumi porque sabia da situação da prefeitura. Agora, é coletar com mais profundidade os dados, para que através dessas informações da prefeitura no período de transição, nós possamos definir uma estratégia e uma reforma da estrutura do município. Só a partir disso, nós vamos definir nomes para compor o colegiado e depois pensar as atividades que cada um vai fazer.

Qual o maior desafio que o senhor acha que vai encontrar a partir de 1° de janeiro?

Gean – Acho que o maior desafio é conhecer, primeiro, o momento da prefeitura de maneira detalhada. E depois, até pela expectativa da população, retomar os investimentos que a cidade precisa. Vamos ter que ter ações imediatas, chamar a sociedade, os diferentes setores que a compõe e as pessoas que votaram em outros candidatos, para que juntos possamos trabalhar pela cidade.

A diferença de votos que o senhor tinha para a candidata Angela era superior a 40 mil votos no primeiro turno. A que o senhor atribui essa diferença ter despencado para menos de 1.200 votos?

Gean – Os eleitores tiveram uma opção, o entendimento que deveriam seguir por um caminho ou por outro. O mais importante é que a maioria optou pelo nosso projeto. Agora, vamos voltar às comunidades, agradecer cada eleitor, dar início ao trabalho, pensar em administrar da melhor maneira a nossa cidade e unir forças para governar.

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