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Daniel Leipnitz

A importância das missões para empreendedores e o ecossistema

Todas as missões trazem benefícios tanto para o pessoal, quanto para a empresa e todo o ecossistema de Santa Catarina 

09/10/2019 - 16h26 - Atualizada em: 09/10/2019 - 22h56

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Por Tech SC
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Conhecer e estar imerso em diferentes culturas e contextos é uma das experiências mais ricas que uma pessoa pode vivenciar. Esses momentos proporcionam aprendizados que não viriam se não saíssemos de dentro do escritório e o conhecimento pode ser aplicado no dia a dia, seja pessoal ou profissionalmente. Eu pude perceber isso de forma muito evidente desde que comecei a participar de missões de empreendedores a ecossistemas fora do Brasil.

Comecei tardiamente, confesso: somente em 2014 tive a primeira participação em uma dessas viagens. Mas, com certeza, tudo valeu a pena, porque todas as missões trouxeram benefícios tanto como pessoa, quanto para a minha empresa e o ecossistema de Santa Catarina.

A primeira missão foi para o Vale do Silício, onde conhecemos a aceleradora de startups Plug and Play. Ela nos inspirou na criação e manutenção de atividades nos centros de inovação, que hoje já são cinco espalhados na Grande Florianópolis, e mais o LinkLab, que é o nosso programa de inovação aberta, que chegou a Joinville neste ano. Lá no ecossistema da Califórnia tivemos o primeiro sonho de fazer eventos e de transformar os nossos centros em um ponto de encontro e geração de conhecimento.

Ainda nos Estados Unidos, tive a oportunidade de conhecer Austin, onde surgiu a maior inspiração para realização do Floripa Conecta, que na edição de 2019 movimentou mais de 110 mil pessoas e R$ 100 milhões. Foi em Austin, durante as palestras e visitas, que vimos o que é um evento deste porte e entendemos como colocar em prática a estruturação desses encontros, voltados para estimular a tecnologia, arte, cultura, gastronomia e entretenimento em uma cidade como Florianópolis, que tem potencial para tudo isso.

Último ecossistema estadunidense que visitei, Boston nos agregou com a experiência que eles desenvolvem por lá de aproximação entre universidade, empreendedorismo e inovação. A visita a Boston foi inspiradora quanto ao que queremos executar em Santa Catarina, aproveitando todo o potencial universitário que temos no Estado. A Acate já tem um escritório em Boston, de modo que consideramos que a cidade é também a nossa porta de entrada para apresentar Santa Catarina para os Estados Unidos e para o mundo.

Missões na Ásia

Saindo um pouco dos Estados Unidos, fomos à Ásia em duas missões gratificantes. Uma delas foi para a Coreia do Sul, em que o que mais me chamou a atenção foi o grande exemplo deles de união e de trabalhar juntos, com uma mesma linguagem em prol dos mesmos objetivos. Em todas as instâncias governamentais, associativistas e empresariais, o discurso é o mesmo. Esse foi um grande motivador para trazermos essa noção de grupo e de colaboração para o nosso ecossistema.

A outra nos levou a Israel, conhecida como a Nação das Startups, onde aprendemos muito sobre a importância de se ter propósito nas ações e de acreditar no poder de transformação de um país e do mundo. Em Israel, nós vimos como os ecossistemas se estruturam, como os laboratórios de inovação de grandes empresas funcionam, e entendemos melhor até mesmo sobre como operam os fundos de investimentos.

Israel nos trouxe insights para vislumbrar o que pode ser o futuro do nosso ecossistema de Santa Catarina daqui a alguns anos. E esse futuro tende a ser brilhante.

A convivência com os demais empreendedores e membros de uma missão é única, cria-se um relacionamento de vida inteira. Não tem preço. É com gratidão que desejo compartilhar um pouquinho de como foram as minhas experiências para mostrar porque esses momentos são tão especiais para empreendedores.

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