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    Operação Águas Limpas

    "A maior parte era destinada ao prefeito", diz subprocuradora-geral de Justiça

    Walkyria Danielski revelou resultados da operação que terminou com a prisão do prefeito de Lages.

    05/12/2014 - 16h11 - Atualizada em: 05/12/2014 - 16h38

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    Por Redação NSC
    Procurador geral de justiça Lio Marin e a subprocuradora geral de justiça Walkyria Danielski em entrevista coletiva na tarde de sexta-feira
    Procurador geral de justiça Lio Marin e a subprocuradora geral de justiça Walkyria Danielski em entrevista coletiva na tarde de sexta-feira
    (Foto: )

    A subprocuradora-geral de Justiça Walkyria Danielski revelou na tarde desta sexta-feira, em Florianópolis, os principais resultados da Operação Águas Limpas, ação que culminou com a prisão do prefeito de Lages, na Serra, Elizeu Mattos (PMDB).

    Confira os principais trechos da entrevista:

    Quantas pessoas estão envolvidas e por quais crimes?

    Walkyria Danielski - Foram 10 pessoas acusadas de formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, dispensa indevida de licitação, fraude em licitação e advocacia administrativa.

    Quais os próximos passos da investigação e em relação aos envolvidos?

    Walkyria Danielski - Em relação à investigação temos a deflagração dos prazos das defesas preliminares e a partir daí a manifestação do Tribunal de Justiça do recebimento ou não da denúncia. Uma vez sendo recebida tem o prosseguimento normal da instrução com produção plena de provas mediante contraditório, ampla defesa, ouvir testemunhas até o julgamento final pelo Tribunal de Justiça.

    Quais as provas sobre o prefeito de Lages preso?

    Walkyria Danielski - O detalhamento das provas hoje não é possível em face do sigilo pelo Tribunal de Justiça.

    De que forma agia a quadrilha?

    Walkyria Danielski - Podemos fazer isso de forma geral, o que houve foi uma combinação, um ajuste prévio, para que essa empresa (Viaplan) passasse a desempenhar esses serviços na Semasa de Lages com o posterior pagamento de propinas a vários servidores públicos daquela municipalidade. Esses pagamentos eram mensais, embora ocasionalmente tenhamos alguns pagamentos pontuais em relação a alguns dos denunciados.

    O montante maior era para o prefeito?

    Walkyria Danielski - Pelo que foi apurado na investigação sim, a maior parte era destinada ao prefeito Elizeu.

    O que mais chamou a atenção durante a investigação?

    Walkyria Danielski - Sem dúvida nenhuma a proporção desses pagamentos de propina em face do pagamento total do valor total do contrato que girava em torno de 20%, que é bem maior ao que a gente tem visto em casos dessa similitude.

    Houve delação premiada?

    Walkyria Danielski - Sim. Temos um acordo de colaboração premiada, mas os detalhes a respeito ainda são sigilosos até o recebimento da denúncia.

    Além do prefeito outros servidores receberam dinheiro?

    Walkyria Danielski - Sim. Temos indicativo do recebimento pelo secretário (da Semasa) e por outros dois servidores, além do motorista, em valores menores evidentemente.

    P>Leia mais:

    :: Blog do Moacir: Lages: Delação premiada atingiu prefeito

    :: Bloco de Notas: Prefeito de Lages denunciado ao TJ-SC na Operação Águas Limpas

    :: Prefeito de Lages é preso em Florianópolis

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