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Talento em pauta

A nossa falta de foco em um mundo digital

Bem mais precioso em dias de enxurrada de informações é o tempo, avalia consultor

03/07/2015 - 15h11

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Por Redação NSC

Parece papo de quem já passou dos 60 anos, mas vamos lá... Como era bom o tempo em que tínhamos disponível e que importante constatar que hoje nosso bem mais precioso é justamente esse: tempo. Temos uma enxurrada de informações e, principalmente, de respostas imediatas todos os dias. Isso nos deixa exauridos e ao mesmo tempo sem foco. Temos percebido em nossas consultorias que as pessoas, de uma forma geral, têm dificuldade em priorizar tanto informações quanto ações e decisões.

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O nosso foco tem constantemente se debatido para estar firme, sem distrações, tanto internas, quanto externas. Se eu demorar muito com esse artigo, por exemplo, vocês irão se distrair ou mesmo deixarão de ler até o fim. Isso porque, perto de vocês, já deve ter uma música distraindo, uma mensagem no celular pedindo uma resposta urgente, alguém que vem vindo lhe cumprimentar.

Recomendo que você preste atenção e avalie. Quanto custa essa distração toda? Quantas vezes você teve que voltar a ler um documento importante desde o início porque estava distraído? Ou, então, quanto custa sua hora trabalhada naquela reunião, que você não conseguiu se concentrar no que estavam propondo?

Se eu der um exemplo básico como o tempo de um filme institucional, vocês terão mais um parâmetro sobre a realidade da falta de foco. Há bem pouco tempo, fazíamos um vídeo de cinco minutos para apresentar nossa empresa. Hoje, ele precisa ter um minuto e meio, dois, no máximo. Se não conseguimos prender a atenção de nossos clientes ou prospects neste tempo, muitos poderão se distrair.

Checar as mensagens do celular já é considerado pelo meio médico como algo viciante. Já existem pessoas fazendo tratamento para se livrar desse vício. E no momento em que os meios digitais, além de nos distraírem, nos dispõem a outros problemas... e problemas graves.

Já aconteceu de você enviar uma mensagem sigilosa para outra pessoa que não aquela que tinha pensado em conversar? Pois isso ocorre e com bastante frequência, pois a necessidade de sermos ágeis oportuniza essa situação. Assim, como resultante desta mesma necessidade de agilidade, as pessoas não têm tempo para refletir e até mesmo compreender a respeito do que as mensagens realmente significam. Isso faz com que se responda de forma superficial e equivocada, podendo causar ruídos graves de comunicação e interferência em decisões empresariais.

Pesquisas mostram que as pessoas têm se aproveitado de alguns atalhos nas comunicações. Selecionam e-mails pelo assunto, pulam mensagens de voz, leem por alto alguns memorandos e até mesmo contratos e ouvem sem escutar o que outros estão falando.

Já em 1977, o vencedor do Prêmio Nobel Herbert Simon previu que isso poderia vir a acontecer. Em 1977, quando o computador no Brasil só veio a ser acessível e mais popular, por volta de 1990. Herbert alertou sobre o mundo que estava se tornando rico em informações e para o fato de que o que a informação consome é "a atenção de quem a recebe. Eis por que a riqueza de informações cria a pobreza de atenção".

Fica o alerta: prestar atenção em quanto estamos perdendo de foco por causa de nossos meios digitais. Que tal começar a sugerir que nas reuniões da empresa fica proibida a entrada do celular? Que tal começar a desligar o celular quando chegar em casa ou for jantar com a família ou os amigos?

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