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A solidariedade e a ternura de Zilda Arns

Série Pequenos Grandes Talentos exibe neste sábado (7) o episódio da médica catarinense mais humanitária que já se conheceu 

05/09/2019 - 20h52 - Atualizada em: 05/09/2019 - 21h17

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Por Priscila Araújo
Parte do elenco do oitavo episódio
(Foto: )

A chegada de Zilda entre os 15 irmãos da família Arns foi resumida pelas irmãs como um presente de Natal naquele segundo semestre de 1934. Só que a boneca que elas costumavam ganhar, dessa vez era verdade. Foi em 25 de agosto daquele ano, um sábado, que a 12ª filha de Heloisa Steiner e Gabriel Arns veio ao mundo na cidade de Forquilhinha, no Sul do Estado. Assim começou a história da oitava protagonista da série documental e dramaturga da NSC TV e TVi, Pequenos Grandes Talentos que vai ar neste sábado (7), às 14h.

Na casa dos Arns era de praxe aos seis anos começar a trabalhar com o pai e nos princípios religiosos da mãe. Talvez tenha sido o hábito de a ver guardar os livros de medicina trazidos da Alemanha, e que eram usados para ajudar nos partos e nas enfermidades dos moradores da região, que tenha despertado o interesse em Zilda de ser médica e futuramente fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança.

Cursou a escola em uma instituição fundada pela família de colonos pioneiros, em Curitiba (PR). Foi nesse período que ela tomou a decisão de ser médica. No início, o pai não aceitava, já que naquela época não era comum as jovens fazerem faculdade. Mas, com a ajuda do irmão Dom Paulo Evaristo, Gabriel se convenceu de que a escolha de Zilda era uma boa decisão.

— Ela foi um exemplo para todas as mulheres. Ela sabia o que queria e, mesmo na época achando que não era possível, ela foi atrás do sonho. Enquanto alguns dos irmãos trabalhavam, ela estudava. Teve apoio da família, mas que não foi fácil não foi, isso ela falava — conta a filha Heloisa Arns Neumann.

Uma das características em meio à doçura e solidariedade que compunham a personalidade de Zilda era o traço germânico. Segundo pessoas próximas, foi por causa dessa marca que ela se tornou objetiva, assertiva, e quando precisava, “curta e grossa”. Ela mesma chegou a afirmar que “Deus a preparou para realizar essa missão, tendo crescido em família muito religiosa e tendo se tornado médica”.

Mesmo sendo uma das melhores alunas da turma, no primeiro ano de faculdade foi reprovada por um professor. Mas Zilda não desistiu e se tornou pediatra, justamente a especialidade que o educador ensinava. Na percepção dela, muitas doenças consideradas simples, que atingiam as crianças, podiam ser evitadas.

Exemplo de caridade

Sábia e espiritualizada, Zilda dizia que antes de ter vontade de ir às favelas do Rio de Janeiro, aos 15 anos, viu um filme com missionários que atendiam populações ribeirinhas e decidiu que queria fazer o mesmo.

— A família sempre foi de ajudar, doar ao próximo. Eram muito religiosos e ela acreditava que preparando as pessoas, dando conhecimento elas tinham como melhorar as próprias condições — diz Heloisa.

Zilda passou para os filhos e netos o entendimento de autonomia, generosidade e fé. Sem deixar de lado a mensagem de que é preciso crescer saudável e colaborar para um mundo sadio.

Programação:

7/9: Zilda Arns

14/9: Lindolf Bell

21/9: Santa Paulina

28/9: Resumo com os destaques da série

Horário: sempre às 14h

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