publicidade

Economia
Navegue por

Agronegócio

Abastecimento de milho é tema de encontro Sul-brasileiro 

Mais de 200 pesquisadores estão reunidos em Chapecó

13/08/2019 - 16h39

Compartilhe

Darci
Por Darci Debona
SC produziu 2,89 milhões de toneladas na safra passada
No ano passado Santa Catarina importou 3,6 milhões de toneladas de outros estados ou países
(Foto: )

As alternativas para abastecimento de milho estão entre os temas do Misosul, Reunião Técnica Sul-brasileira de Pesquisa de Milho e Sorgo, que desde terça-feira reúne mais de 200 pesquisadores no Salão Nobre da Unochapecó.

Durante o evento ocorrem apresentações de pesquisas e palestras. De acordo com o pesquisador do Centro de Pesquisas da Agricultura Familiar da Epagri de Chapecó e presidente da comissão organizadora, Felipe Bermudez Pereira, normalmente esses encontros ocorriam de forma separa nos estados e, pela primeira vez estão reunidos num único evento.

- Nosso objetivo é criar grupos integrados de pesquisa e também sugerir políticas públicas para incentivar o cultivo de milho e sorgo – destacou Pereira.

Santa Catarina por exemplo tem um déficit histórico entre o consumo e a produção de milho, que chegou a 3,6 milhões de toneladas no ano passado. O governo do Estado até tem investido em subsídios de sementes e calcário, mas a área plantada foi de 342 mil hectares no ano passado, menos da metade do que era nos início dos anos 2000. Um dos motivos é que o custo de produção é mais caro do que da soja, que aumentou sua área.

Por isso a Epagri de Chapecó desenvolveu pesquisa de variedades mais acessíveis. Ela não tem o potencial de produtividade de algumas sementes que custam R$ 900 a R$ 1 mil por saca, que podem passar de 200 sacas por hectare. Mas, segundo o pesquisador da Epagri, com bem menos investimento podem chegar a 150 sacas por hectare.

- São variedades mais rústicas, adaptadas ao nosso clima, a propriedades de agricultura familiar e com boa produtividade. Para plantar um hectare o agricultor gasta apenas R$ 160 por hectare, que é o valor de suas sacas de semente. No ano passado comercializamos 35 mil quilos que beneficiaram 800 produtores. Estamos buscando parceiros para multiplicar sementes e beneficiar mais famílias – destacou.

Outra pesquisa da Epagri é focada no aumento da produção de leite na região Oeste, que representa quase 80% da bacia leiteira do Estado.

A Epagri está desenvolvendo variedades específicas para silagem, que já tem mais de 200 mil hectares cultivados. O objetivo é uma planta com melhor rendimento de grão, sabugo mais fino e com melhor digestibilidade.

Um dos participantes do evento, o analista Haroldo Tavares Elias, do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, acredita que não deverá ocorrer grande oscilação nas áreas de milho e soja para a próxima safra.

O milho está em R$ 31 a R$ 32 a saca em Chapecó e, apesar da boa safra nacional, próximo de 100 milhões de toneladas, já foram exportadas mais de 10 milhões de toneladas, podendo chegar até a 30 milhões até o final do ano. Isso deve manter o preço ao produtor no mercado interno. A soja também mostrou recuperação na última semana, passando de R$ 67 para R$ 71, influenciada pela instabilidade comercial entre Estados Unidos e China. Os chineses são os maiores compradores da soja brasileira.

O Misosul encerra nesta quarta-feira com palestra sobre o cultivo de sorgo na região sul, que pode ser uma alternativa para o déficit de milho.

Deixe seu comentário:

publicidade

Navegue por
© 2018 NSC Comunicação
Navegue por
© 2018 NSC Comunicação