nsc
    dc

    Exportação

    Abertura da China para lácteos anima setor em SC 

    Exportações do estado cresceram 1.553% no primeiro semestre

    24/07/2019 - 15h45 - Atualizada em: 25/07/2019 - 13h39

    Compartilhe

    Darci
    Por Darci Debona
    Região Oeste responde por quase 80% da produção de SC
    SC produz é o quarto maior produtor do Brasil com cerca de três bilhões de litros por ano
    (Foto: )

    A abertura do mercado chinês para lácteos, anunciada nesta semana pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, animou o setor em Santa Catarina, que é o quarto maior produtor do país. Duas empresas que tiveram autorização são do estado: Laticínios São João, de São João do Oeste, e Áurea Indústria e Comércio, de Braço do Norte.

    - Era um sonho poder exportar para a China e agora chegou o momento. Santa Catarina tem qualidade para ser o primeiro a exportar. Isso mostra a importância também das novas normativas da qualidade do leite. Num momento de baixo consumo por causa do desemprego essa é uma boa notícia para o setor – disse o presidente do Conseleite, conselho paritário de indústrias e produtores, José Araújo, que produz 48 mil litros de leite por mês em sua propriedade, em Chapecó

    Ele destacou que o anúncio veio num momento em que o setor enfrenta queda de preço num período em que normalmente ocorre alta. Em junho o preço médio do litro pago ao produtor caiu de R$ 1,25 para R$ 1,20.

    O coordenador da Aliança Láctea Sul-Brasileira, Airton Spies, disse que um dos objetivos do fórum criado em 2014 pelos três estados do sul, era preparar a região para ser exportadora de leite.

    - Essa é uma ótima notícia pois o leite poderá ser mais uma estrela do agronegócio assim como temos o suíno e o frango. Estive lá em novembro do ano passado e o consumo chinês vai aumentar com o aumento do poder aquisitivo. Além disso, nos momentos em que o mercado interno não está bom a exportação é uma válvula de escape – disse Spies.

    Mas, para isso, o ex-secretário de Agricultura do Estado afirmou que é necessário melhorar alguns aspectos, como aprimorar a qualidade do leite, diminuir o custo de produção e melhorar a logística. Isso implica em produção em escala maior para reduzir custos com transporte, por exemplo.

    Também é necessário aumentar a quantidade de sólidos, que são gorduras e proteínas do leite. Ele afirmou que a Nova Zelândia consegue um rendimento de 30% nesse aspecto, o que reflete em menos litros para fazer leite em pó, por exemplo.

    O leite em pó representa 800 mil toneladas do que a China compra de lácteos, segundo a Associação Brasileira de Laticínios.

    Spies disse que atualmente a tonelada está em cerca de US$ 3 mil (R$ 11 mil) no mercado internacional, o que praticamente cobre os custos. Mas, segundo o coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, o Brasil ainda não é competitivo em “commodities” como o leite em pó, queijo mussarela e manteiga. Esses produtos dependem do preço internacional e do câmbio. Mas tem condições de exportar queijos e produtos de valor agregado, além de doce de leite e leite condensado, pois dispõe de açúcar a baixo custo.

    A China importa 100 mil toneladas de queijo por ano. A Associação Brasileira de Laticínios informou que no ano passado o Brasil embarcou US$ 18 milhões em lácteos, num crescimento de 65,2% em três anos. Com a abertura do mercado chinês a expectativa inicial é de um aumento de US$ 4,5 milhões.

    No primeiro semestre de 2019 Santa Catarina exportou US$ 628 mil, num crescimento de 1.553% em relação aos US$ 38 mil do primeiro semestre do ano passado.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Economia

    Colunistas