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Economia

Abertura de novas empresas cresce 42% em Blumenau

Índice na cidade é maior do que o registrado em nível nacional no primeiro trimestre de 2019, em comparação ao ano passado

14/05/2019 - 12h10

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Augusto
Por Augusto Ittner
Fernando Lapolli foi um dos 1.256 que escolheram empreender em Blumenau. Ele optou por abrir a própria cervejaria no primeiro trimestre do ano
(Foto: )

O índice de abertura de novas empresas em Blumenau registra uma considerável alta no primeiro trimestre deste ano em comparação ao ano passado. Em janeiro, fevereiro e março de 2018, 881 estabelecimentos começaram a atuar na cidade, contra 1.256 nos três primeiros meses de 2019. Há um considerável aumento também se comparado ao último trimestre do ano passado, quando 733 novos CNPJs foram incorporados no município.

Esse número reflete o mesmo crescimento anunciado pela Boa Vista/SPC em nível nacional. De acordo com a empresa de informações de crédito– que coleta informações da Receita Federal –, houve um aumento de 17,2% no período avaliado, com destaque para os microempreendedores individuais (MEIs), que representam 80,8% dos casos. A região Sul, porém, foi a que menos cresceu em comparação às demais no Brasil: apenas 12,8%.

Um dos 1.256 que escolheram empreender em Blumenau neste ano foi Fernando Lapolli. Mesmo com um cenário que ele avalia não ser favorável ao mercado cervejeiro, ele optou por abrir a própria cervejaria na cidade. Com know-how no segmento, resolveu unir o útil ao agradável para abrir uma pequena empresa às margens da Via Expressa, com o objetivo de oferecer rótulos e estilos diferentes ao público, sem a obsessão em produzir em grandes quantidades.

– Sempre trabalhei para os outros e chegou a hora de ter um negócio para mim. Não teve nada a ver com o momento econômico ou político, simplesmente achei que era a hora. É o que sei fazer e é o que gosto de fazer, com a expectativa de que coisas boas aconteçam – defende Fernando, que até o fim de julho pretende abrir um bar especializado no mundo cervejeiro na Rua Antônio da Veiga, em Blumenau.

O diretor da Praça do Empreendedor de Blumenau, Rafael Phillipe de Oliveira, avalia que a facilidade oferecida pelo município é um dos fatores que alavanca esse crescimento. Hoje o poder público possibilita que uma pessoa que quer empreender chegue apenas com a ideia, e saia com a empresa aberta.

– Trabalhamos em cima da desburocratização. Isso fomenta de forma feroz a abertura (de novas empresas). Hoje é possível abrir uma empresa de baixa complexidade em até 50 minutos. Essa facilidade que o município oferece é essencial, já que a pessoa chega do zero e sai com uma empresa – avalia o diretor.

SC registrou 34,8 mil de novos negócios, segundo Junta Comercial

O atual cenário político e econômico do Brasil, na opinião do vice-presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Renato Medeiros, também é uma alavanca para o índice registrado na cidade. Medeiros avalia que há uma demanda reprimida que, aliada ao otimismo para investir, motiva a criação de novos estabelecimentos.

– Muita gente segurou os investimentos, e com a mudança de governo o empresário passou a acreditar mais. Existe uma luz no fim do túnel, e embora nada tenha acontecido ainda na prática, há confiança. O mercado consumidor é carente de bons produtos e bons serviços. Acredito muito no segundo semestre – projeta o vice-presidente da Acib.

O cenário em Blumenau é uma mostra do que também ocorreu em Santa Catarina nos três primeiros meses do ano. No total, entre janeiro e março foram registradas 34,8 mil novas empresas na Junta Comercial do Estado (Jucesc).

Esse crescimento é 30% maior em comparação à média do ano passado, quando no mesmo período foram abertas 27 mil novas empresas. Segurança jurídica, retomada da economia e modernização de processos são os pontos que atraem o empreendedorismo, aponta o presidente da Jucesc, Juliano Chiodelli.

Em SC, o pódio das cidades que mais cresceram proporcionalmente ao primeiro trimestre do ano passado, conforme a Jucesc, foram Joinville, Blumenau e Lages, com 32%, 31% e 28% mais negócios, respectivamente.

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