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    "Acabaram com a autoestima de uma mulher", diz marido de vítima de fogos em Barra Velha

    Família alega que ela foi atingida por artefato explosivo caseiro; Polícia Civil investiga o caso

    07/01/2020 - 12h20 - Atualizada em: 07/01/2020 - 13h19

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra parte do artefato explosivo no chão
    Familiares guardaram parte do artefato que atingiu a mulher
    (Foto: )

    A mulher que foi atingida por um tipo de fogo de artifício na praia do Tabuleiro, em Barra Velha, continua internada e passando por procedimentos cirúrgicos. O acidente ocorreu em 28 de dezembro do ano passado, quando ela assistia o sol nascer na praia do Litoral Norte ao lado do marido. A Polícia Civil de Barra Velha começou a investigar o caso nesta semana — até a primeira semana do ano, os casos eram atendidos pelo plantão da Operação Verão no Litoral Norte.

    A vítima do acidente pediu à reportagem para não ter o nome divulgado. Ela tem 47 anos e é moradora de São Bento do Sul. Desde 28 de dezembro, está internada no Hospital São José, em Joinville, e os familiares se revezam para acompanhá-la na cidade. O marido dela contou à reportagem da NSC TV que o dedo anelar da mão esquerda da mulher foi amputado. O dedo mínimo, que também havia sido atingido pela bomba, pode ser recuperado. Ela também sofreu fraturas na mandíbula e perdeu oito dentes.

    — Os caras acabaram com autoestima de uma mulher. Ela só pensa nos dentes e no dedo que perdeu. Eu não acredito muito nisso, mas vamos ver se a justiça vai ser feita — afirmou o marido.

    Inicialmente, acreditava-se que a mulher havia sido vítima de um fogo de artifício. No entanto, o objeto recolhido pelos familiares após o acidente é parte de uma espécie de bomba caseira. A Polícia Civil procurou câmeras de vigilância nas casas e lojas na praia onde ocorreu a situação, mas não encontrou equipamentos que possam ter capturado imagens das pessoas que dispararam o artefato explosivo.

    — Ela (a vítima) não conseguiu identificar quem teria feito esse disparo. Pelo que as testemunhas falaram, a princípio não teria sido nada proposital. Eles estariam, obviamente, incorretos de lançarem o rojão mas teria sido acidental, não miraram nela. Lançaram o rojão, ele mudou de rota e acertou o rosto dela — afirmou o delegado Eduardo Ferraz, responsável pela investigação.

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