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    "Ainda tem muita terra para cair na Nova Rússia", diz secretário de Defesa do Cidadão Marcelo Schrubbe

    Prefeito assinou na tarde desta sexta-feira situação de emergência pontual na região Sul de Blumenau

    23/10/2015 - 16h24

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    Por Redação NSC
    Trecho onde ocorreu o deslizamento de terra na região Sul de Blumenau
    Trecho onde ocorreu o deslizamento de terra na região Sul de Blumenau
    (Foto: )

    O desmoronamento de terra que ocorreu na Nova Rússia, em Blumenau, na madrugada desta sexta-feira chamou a atenção da Defesa Civil da cidade pela grande massa de terra que desceu dos morros e pela alteração do curso natural do ribeirão Garcia, mas a área já era suscetível a este tipo de ocorrência. Por conta da situação o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, assinou na tarde desta sexta-feira situação de emergência pontual na região.

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    Segundo o secretário de Defesa do Cidadão, Marcelo Schrubbe, duas ocorrências com potencial alto de destruição foram registrados em Blumenau: um na Rua Araranguá e o da Nova Rússia. Mas esse último teve mais gravidade e, segundo Schrubbe, não há obra para conter o movimento de massa daquele local. Segundo ele, é muito prematuro fazer uma previsão do que fazer na área:

    - Estamos juntando esforços para o restabelecimento da normalidade. O retorno para aquelas casas que estão ali não é apenas economicamente inviável, mas perigoso. Não vejo como remover o material que caiu dentro do ribeirão.

    Com os deslizamentos de terra, o curso do ribeirão Garcia foi alterado, mas o secretário afirma que é preciso encontrar uma alternativa para o local e a comunidade respeitando a natureza:

    - A natureza tem de ser respeitada. Ainda é cedo para falar o que será feito no local, vamos ter que estudar a área e agir de acordo com a natureza, o orçamento público e respeitando a propriedade privada dos moradores.

    A região Sul da cidade já é historicamente apontada como a mais suscetível a deslizamentos do município. Isso ocorre pela grande energia de relevo, alta declividade, pouca espessura do solo, proximidade com ribeirão, aliada à ocupação urbana. Segundo ele, do jeito que a área estava há possibilidade de mais terra descer:

    - Ainda não acabou. Ao observar a região percebemos que a terra que está ali forma a letra W e nessas duas pontas ainda tem muito a cair. Não sabemos quando, mas essa terra vai deslizar. O volume é muito grande.

    Para Schrubbe, a situação não causou maiores danos à população, principalmente feridos ou mortos, porque houve um trabalho de prevenção quando as chuvas começaram.

    - Esse trabalho não começou hoje e vem sendo intensificado. Houve 80 deslizamentos, duas dessas de grande porte e ninguém ficou ferido. Isso ocorreu porque tiramos as pessoas na hora certa e elas já sabiam o que fazer e como fazer. Tem um trabalho por trás disso. Estamos aprendendo a conviver com as enchentes e enxurradas.

    Família precisa de ajuda

    Irene precisa de colchões, alimentos, produtos de limpeza e de higiene, mas principalmente de água. As doações podem ser feitas na última casa da Rua Marilândia, uma transversal da Rua Guarapari, no bairro Progresso.

    Informe-se

    Acompanhe os dados atualizados do nível do rio pelo Sistema de Monitoramento e Alerta de Eventos Extremos de Blumenau (Alertablu). Confira aqui o nível do rio Itajaí-Açu na cidade.

    Fique alerta: veja aqui a lista de cotas de enchente para cada rua de Blumenau.

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