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Solidariedade

Aluno da Udesc morre e professores fazem campanha para pagar o translado do corpo

Mobilização foi encerrada às 14h deste sábado (17) e arrecadou os R$ 20 mil necessários para levar o corpo de Angelino Gomes Ferreira Júnior ao Pará

17/08/2019 - 11h53 - Atualizada em: 17/08/2019 - 13h30

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Por Camila Levien
Angelino em atividade realizada junto aos seus alunos, no Pará
(Foto: )

Um estudante de doutorado do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) morreu na noite desta sexta-feira (16) em Florianópolis. Natural do Pará, Angelino Gomes Ferreira Júnior tinha 50 anos e era professor de artes em comunidades ribeirinhas. Ele estava havia um ano em Santa Catarina para realização do estudo acadêmico. A causa da morte ainda não foi definida. O Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trabalha com a hipótese de malária ou hantavirose, ambas doenças não transmissíveis.

Familiares e amigos se mobilizaram para que o corpo de Angelino seja sepultado em sua terra Natal, já que o translado do corpo para Belém (PA), onde ele morava, tem custo previsto de R$ 20 mil. A campanha teve rápida adesão, aproximadamente 6 horas após o início das postagens em redes sociais o valor foi arrecadado, encerrando a campanha às 14h deste sábado (17). De acordo com Maria Cristina da Silva, diretora do Ceart, a ajuda foi necessária por que o auxílio funeral previsto para a família não cobria os custos do traslado. A arrecadação foi realizada pela conta da Associação de Arte Educadores de SC.

Maria Cristina era orientadora de Angelino e conta que ele havia ido visitar a família nas férias de inverno. Quando retornou, apresentou sintomas que pareciam de uma gripe, com febre alta, dor no corpo e sonolência. Ele foi internado no Hospital Universitário (HU), na quarta-feira (14) e faleceu na noite de sexta-feira (16), deixando esposa, quatro filhas e uma neta.

Entenda as possíveis causas da morte

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmiti-la a outra pessoa.

Já a hantavirose é considerada uma doença aguda e de rápida evolução. É transmitida por alguns roedores silvestres que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os animais podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer. Em humanos se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.

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