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Educação

Alunos da rede estadual de SC terão aulas de iniciação profissional no contraturno escolar

Projeto-piloto é uma parceria da Secretaria de Estado de Educação com Fiesc, por meio do Sesi e do Senai

09/07/2019 - 17h43

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Caroline
Por Caroline Stinghen
Vagas são para alunos do 9° ano e ensino médio
(Foto: )

Decidir o que ser quando crescer e se preparar para o mercado de trabalho pode ficar um pouco mais fácil para adolescentes da rede estadual de ensino de Santa Catarina. A partir do próximo semestre, cerca de 4 mil alunos do 9º ano e do ensino médio de todo o Estado terão a chance de participar de aulas de iniciação profissional no contraturno escolar.

O projeto está sendo tratado como piloto, porque o desejo do governo do Estado é de que, no ano que vem, todas as escolas possam contar com programas de contraturno escolar, com aulas que vão oportunizar formação em jogos digitais, robótica, informática, animação, moda, desenhos em 3D, e até de energias renováveis, além da chamada educação maker, com oficinas de novas mídias, tecnologia e robótica, matemática e ciências. A parceria foi firmada entre a Secretaria de Estado de Educação com a Fiesc, por meio do Sesi e do Senai, que já são referência em SC em cursos profissionalizantes.

Por enquanto, são 3.790 vagas em aulas gratuitas que começam em agosto. Os cursos de curta duração vão ocorrer uma vez por semana e terão quatro horas. A Secretaria da Educação escolheu escolas espalhadas por 40 cidades, de todas as regiões do Estado, para avaliar como será a demanda.

Os alunos não são obrigados a fazer a aula do contraturno escolar, mas o diretor de educação do Sesi em Santa Catarina, Claudemir Bonatto, acredita que a oportunidade vai estimular adolescentes a pensar no futuro, a se preparar para o mercado de trabalho – inclusive para a indústria – e, talvez o mais importante, a ter um currículo qualificado desde o início da vida profissional.

— Vai ajudar muito o currículo. O adolescente vai poder mergulhar no universo de alguma profissão, de uma especialidade, e experimentar novos conhecimentos tecnológicos, por exemplo. Ele vai poder tomar uma decisão sobre carreira com muito mais segurança. É quase um projeto vocacionado — explica o diretor.

Como vai funcionar

O programa de iniciação profissional vai abrir 2.160 vagas em 72 turmas. O objetivo principal é despertar o interesse dos adolescentes pelo trabalho em áreas que atendam demandas da região em que estão inseridos. São cursos de moda, empreendedorismo, animação.

A parceria entre Fiesc e SED ainda prevê a oferta de oficinas de educação maker para desenvolver competências exigidas pelo mercado de trabalho, seguindo a abordagem Steam, da sigla em inglês Science, Technology, Engineering Art-Design e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), que já é trabalhada nas escolas do Sesi e Senai. Ao todo, são 13 espaços de educação maker e uma rede de 11 laboratórios de robótica que os estudantes poderão utilizar para as atividades. Para estas aulas, igualmente gratuitas, são 1.629 vagas em todo o Estado, totalizando as quase 4 mil oferecidas no total.

A educação maker tem a ideia do “colocar a mão na massa” e “faça você mesmo”. O objetivo da proposta é estimular a autonomia dos adolescentes, com apoio de ferramentas artesanais e até tecnológicas, como robôs.

De acordo com o secretário de Educação Natalino Uggioni, as aulas que necessitarão de material diferenciado, equipamentos e laboratórios, a princípio, serão realizadas nas unidades do Senai/ Sesi das cidades beneficiadas. Quando houver aulas teóricas, elas serão realizadas dentro das unidades de educação. A ideia também é aumentar o senso de pertencimento dos alunos à escola no contraturno escolar, observa o secretário. Nos próximos dias, os dois órgãos vão definir os locais exatos das aulas.

— Em Santa Catarina, são 200 mil jovens no ensino médio e é importante que eles estejam muito bem preparados para o mercado de trabalho. Muitos destes jovens vão para a indústria também. Temos que trabalhar pela educação que forma o aluno de maneira integral — afirmou Natalino Uggioni.

Como participar

Para participar das aulas, os alunos e os pais dos estudantes devem esperar o retorno das aulas, em agosto, e confirmar se a escola é uma das beneficiadas pela iniciativa. As informações devem ser obtidas nas secretarias das unidades de educação.

Veja as vagas por cidades para os cursos de iniciação profissional:

Veja as vagas por cidade para educação maker:

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