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    Alunos e professores reclamam de superlotação em escola de São Francisco do Sul

    Reclamação é de alunos e professores do colégio estadual Engenheiro Annes Gualberto

    13/06/2019 - 15h05

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    Redação
    Por Redação AN
    Dezenas de crianças aguardam a refeição sentadas nas mesas da escola
    Falta espaço na área onde são fornecidas as merendas escolares
    (Foto: )

    Alunos e professores da Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, reclamam de superlotação nas salas de aula e falta de estrutura em espaços comuns do edifício. A escola fica na Rua Francisco Mascarenhas, no bairro de Paulas, e abriga cerca de 530 alunos do 1º ao 9º do Ensino Fundamental.

    Os estudantes e a própria direção da escola relatam que um dos momentos mais críticos ocorre durante o período do recreio, quando não há acomodação suficiente na área onde são fornecidas as merendas escolares. Faltam mesas e cadeiras, o que faz com que muitas das crianças e dos adolescentes precisem se alimentar sentados no chão ou em pé. A situação foi mostrada em reportagem da NSC TV de Joinville.

    — Muitas crianças fazem o lanche, às vezes, no chão, na quadra, ou em pé com o prato e a caneca na mão, porque não tem espaço adequado para fazer a merenda. A nossa solicitação é que se faça um refeitório adequado para que as crianças possam se alimentar — cobra Marcelo Roberto Vieira Braga, diretor da instituição.

    Outro problema é quando chove e a área coberta não dá conta da demanda de alunos. Conforme apurado pela NSC, mesmo dentro das salas de aula há goteiras. Já em dias de calor não há aparelhos de ar-condicionado suficientes na unidade.

    — Até para dar um simples recado quando é preciso reunir o grupo, fica complicado porque eles têm que ficar dispostos pelo corredor e não tem como colocarmos eles no espaço coberto quando chove. A chuva vem com vento e estamos praticamente a beira-mar — reforça Marcos Juliano Gonçalves, professor de Geografia.

    — No calor fica bem difícil, tem muito inseto na sala e uma vez a professora teve até que trazer um ventilador pequeno (de casa) — conta a aluna Gabrieli Soledade da Silva.

    Sensação de descaso e pedido de melhorias

    O sentimento é de descaso. A sala que antes abrigava uma biblioteca foi transformada em sala de aula e a antiga biblioteca foi alocada dentro de um contêiner com tamanho até três vezes menor que o antigo espaço. Não há sala de informática e a sala de artes também foi improvisada, é pouco iluminada e fica ao lado de um matagal existente em um terreno baldio. O pedido é que haja investimentos no local.

    — Nossa solicitação junto ao governo estadual é que se construa pelo menos mais duas salas de aula em condições de uso. A comunidade e a demanda de alunos aumentou, mas a escola continua do mesmo jeito (de quando inaugurada há dez anos). A gente solicita reforma da estrutura para trabalhar em melhores condições — completa o diretor Marcelo Braga.

    Contraponto

    A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação (SED), que se manifestou por meio de nota, e informou que já está em andamento um projeto para a construção das duas salas de aula e também a ampliação do refeitório na Escola Annes Gualberto.

    Ainda segundo a SED, a escola tem capacidade para atender até 600 alunos, mas atualmente estão matriculadas 530 pessoas. Sobre a falta de mesas e bancos a secretaria se afirmou que vai "entrar em contato com a direção da escola para averiguar a situação e solucionar o problema o mais rápido possível".

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